Conecta Vale – Plataforma gratuita transforma atendimento nas UTIs dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri

Com o apoio da AMIB, Projeto Conecta Vale oferta cursos a profissionais de urgência, emergência e terapia intensiva em uma das regiões mais carentes de Minas Gerais   

24.06.2026

A combinação entre qualificação profissional contínua, monitoramento rigoroso de indicadores e adoção de boas práticas assistenciais vem transformando o cuidado aos pacientes graves em municípios do Vale do Jequitinhonha e Mucuri. Com acesso a formação especializada e tecnologia, profissionais que atuam em situações críticas passaram a contar com suporte técnico especializado, através do Conecta Vale, plataforma gratuita de ensino, teleconsultoria e qualificação assistencial. A experiência, iniciada em outubro de 2024, já conseguiu reduzir índice de mortalidade, tempo de internação, reinternação e segurança do paciente.

A ferramenta, idealizada pelo médico intensivista Renan Santiago Faria, nasceu com a missão de apoiar profissionais que atuam em municípios com limitações estruturais. O Conecta Vale disponibiliza suporte clínico remoto em tempo real, auxiliando profissionais na condução de casos complexos, especialmente nas áreas de urgência, emergência e terapia intensiva. O acesso é gratuito para municípios e profissionais, que integram à inciativa. Porém, o programa é viabilizado por instituições parceiras e conta com apoio do Ministério da Saúde.

Para a Associação de Medicina Intensiva – AMIB, que integra o Conecta Vale com o seu escopo técnico, a formação continuada é um dos pilares para a melhoria da assistência em terapia intensiva. Ao longo desse período, a entidade, através da AMIB MG – SOMITI, já treinou médicos e outros profissionais de saúde, com cursos como Suporte Avançado de Vida em Cardiologia (ACLS), focado em emergências cardiovasculares e parada cardiorrespiratória, e Suporte Fundamental em Terapia Intensiva (FCCS), destinado para reconhecer e conduzir as primeiras 24 horas do paciente gravemente enfermo.

No próximo mês, o curso “Construindo uma UTI de Alta Performance”, irá abrir o cronograma de novas capacitações. A capacitação acontecerá na sede da AMIB, em São Paulo, e irá reunir 14 lideranças da região dos Vales. A proposta é preparar gestores e profissionais estratégicos para implementar modelos modernos de gestão, segurança e desempenho assistencial nas unidades de terapia intensiva da região.

“Iniciativas como o Conecta Vale contribuem para reduzir as desigualdades no acesso ao conhecimento em terapia intensiva, permitindo que profissionais de regiões distantes dos grandes centros utilizem os mesmos protocolos e práticas adotadas nas principais UTIs do país. Ao investir na formação continuada de lideranças e equipes, estamos construindo uma assistência mais segura, eficiente e equitativa para toda a população”, afirma o presidente da AMIB, Cristiano Franke.

Ao mesmo tempo, o presidente da AMIB ressalta que a presença do médico especialista à beira leito é indispensável, porque o suporte tecnológico não substitui a avaliação clínica direta, a tomada de decisões em tempo real e a interação humana necessárias ao cuidado de pacientes criticamente enfermos. “Iniciativas de teleconsultoria devem ser vistas como uma estratégia complementar de suporte e qualificação da assistência, e não como substituta da atuação presencial do intensivista. Por isso, a AMIB investe e apoia a formação médica do especialista de forma contínua”, pontua.

Além da AMIB e do Hospital Nossa Senhora da Saúde, berço do projeto, integram o projeto a Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri e estruturas vinculadas ao Ministério da Saúde e à Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais.

CONECTA VALE – Atualmente, a plataforma educacional do projeto reúne mais de mil profissionais cadastrados, com 610 certificados emitidos em cursos online e outros 520 certificados em capacitações presenciais. Entre os conteúdos ofertados estão terapia intensiva, manejo de via aérea, antibioticoterapia, ultrassonografia à beira do leito, emergências cardiovasculares e transporte do paciente crítico. Os treinamentos vêm demonstrando impacto direto na aquisição de conhecimento, com aumento médio de 2,36 pontos nas avaliações pós-curso.

Para o médico intensivista Renan Santiago Faria, a participação da AMIB tem sido fundamental nesse processo, pois, além de referência nacional em terapia intensiva, contribui para a disseminação de protocolos baseados em evidências, formação de lideranças e desenvolvimento de uma cultura de melhoria contínua, fortalecendo a qualidade da assistência prestada aos pacientes críticos.

“O Conecta Vale é um exemplo de ecossistema regional de saúde digital voltado ao fortalecimento do SUS em áreas de elevada vulnerabilidade assistencial, utilizando conectividade, educação e telemedicina para aproximar conhecimento especializado da prática cotidiana dos profissionais que atuam na linha de frente do cuidado crítico”, sintetiza o programa, o médico intensivista Renan Faria.

Segundo ele, na prática, o Conecta Vale funciona como uma rede regional de apoio assistencial. “A plataforma permite discussão de casos clínicos, análise de exames, orientação terapêutica e suporte à tomada de decisão em situações críticas”, comenta.

Entre as estratégias mais relevantes, de acordo com Faria, está a teleinterconsulta síncrona para casos complexos, incluindo suporte em neurologia e terapia intensiva. Um dos desdobramentos recentes foi o Projeto Teleneuro, que passou a oferecer suporte neurológico 24 horas por dia para municípios da macrorregião Jequitinhonha, incluindo avaliação de tomografia e indicação de trombólise em Acidente Vascular Cerebral (AVC) agudo, com tempo de resposta inferior a 30 minutos. O Teleneuro é uma das vertentes da assistência aos pacientes neurocríticos dentro de uma estratégia mais ampla de suporte especializado aos casos graves.

Participação AMIB no XVI Congresso Brasileiro de Queimaduras em Campinas

15.06.2026

A Associação de Medicina Intensiva Brasileira – AMIB esteve presente no XVI Congresso Brasileiro de Queimaduras (CBQ), realizado nos dias 11 e 12 de junho, em Campinas (SP). Promovido pela Sociedade Brasileira de Queimaduras (SBQ), o evento reuniu especialistas de diversas áreas da saúde para discutir avanços, desafios e perspectivas na assistência ao paciente queimado.

Representando a AMIB, o presidente Cristiano Franke participou de duas rodas de conversa durante o congresso. Na atividade “Terapia com antimicrobianos: quando, como e por quanto tempo?”, atuou como moderador do debate sobre o uso racional de antimicrobianos no contexto do cuidado ao paciente queimado. Franke também participou como debatedor da discussão “Atualizações no manejo clínico do choque hipovolêmico por queimadura”.

“O Congresso da SBQ foi um evento extremamente relevante para destacar a importância do cuidado multiprofissional ao paciente com queimaduras graves. Os avanços na assistência a esses pacientes dependem da atuação de profissionais altamente qualificados, e o médico intensivista tem papel fundamental nesse processo. Junho também é um mês de conscientização, que nos convida a refletir sobre as consequências das queimaduras para milhares de vítimas em todo o país”, destacou o presidente da AMIB.

A edição de 2026 do congresso ocorreu dentro da programação da campanha Junho Laranja, promovida anualmente pela SBQ em alusão ao Dia Nacional de Luta contra Queimaduras, celebrado em 6 de junho. Neste ano, a iniciativa tem como tema os acidentes de trabalho que resultam em queimaduras, com o slogan “Trabalho seguro sem queimaduras: prevenção é o melhor equipamento de proteção”.

O congresso contou com mais de 67 atividades distribuídas em quatro salas simultâneas e cerca de 80 palestrantes, incluindo convidados internacionais. As discussões ocorreram em diferentes formatos, desde conferências e mesas-redondas até rodas de conversa e apresentações de trabalhos científicos. A programação contou ainda com treinamentos práticos.

AMIB compartilha conhecimento com jovens médicos durante 4° CBMG

O Congresso Brasileiro de Medicina Geral (CBMG) foi uma plataforma que permitiu à Associação Brasileira de Medicina Intensiva (AMIB) levar informação, compartilhar conhecimento e apresentar seu potencial como especialidade médica a estudantes de medicina, médicos generalistas e residentes. Em sua 4ª edição, o encontro promovido pela Associação Médica Brasileira (AMB) proporcionou durante a sua programação uma breve imersão nos desafios e fundamentos do cuidado ao paciente crítico.

Realizado entre 11 e 13 de junho, no Anhembi, em São Paulo (SP), o CBMG reuniu as 54 especialidades médicas em torno de uma programação que possibilitou a atualização científica dos participantes por meio de aulas, painéis, discussões de casos e atividades conduzidas por especialistas renomados, garantindo conteúdo de alto nível e diretamente aplicável ao exercício profissional. Ano após ano, o objetivo se mantém: contribuir para o raciocínio diagnóstico, qualificar a tomada de decisões e orientar condutas mais seguras e fundamentadas para quem vive a medicina na prática.

A participação da AMIB no CBMG ocorreu em dois momentos. O primeiro bloco foi dedicado aos desafios diários do pós-operatório de cirurgias de grande porte e teve a coordenação da médica intensivista Flávia Ribeiro Machado, presidente futura da AMIB, e do cirurgião Aristotenis Cardoso Cruz. A rodada de palestras foi aberta pelo presidente do Conselho Consultivo, da AMIB, Ederlon Rezende, que abordou o tema “Hemodinâmica”.

Na sequência, a médica intensivista Carmen Barbas conduziu a discussão sobre “Ventilação Mecânica”. Encerrando o bloco, o também intensivista João Manuel da Silva Júnior apresentou a palestra “Analgesia e sedação”.

O segundo momento foi voltado a temas essenciais e atuais da medicina intensiva. O médico intensivista Ricardo Goulart Rodrigues falou sobre insuficiência respiratória, enquanto o também especialista Bruno Arruda Bravim abordou o tema “Choque”. O encerramento coube a Flávia Machado, que apresentou uma palestra sobre sepse.

Para a presidente futura da AMIB, Flávia Machado, que também é coordenadora-geral do Instituto Latino-Americano de Sepse (ILAS), a presença da medicina intensiva no Congresso da AMB é essencial para a formação médica.

“O Congresso é focado na medicina geral, naquele médico generalista que precisa, mais do que tudo, saber reconhecer os sinais de uma doença grave e também dar o atendimento inicial a esse paciente que, posteriormente, vai ser o nosso paciente da medicina intensiva. Então, as noções de medicina intensiva são fundamentais para a constituição do médico generalista, como, aliás, está nas diretrizes curriculares do curso médico. A nossa presença marca esse propósito de inserção da especialidade na formação do médico”, comentou.

4° CBMG – Os organizadores explicam que este é um modelo de Congresso inédito no mundo, na perspectiva de oferecer acesso à informação de qualidade a inúmeros profissionais que carecem de uma rede de apoio para seu processo de educação continuada. Atenta a esta lacuna a AMB, montou uma grade científica que ofereceu aos participantes contato com exposições sobre tema de relevância para o cotidiano do atendimento.

Entre as abordagens oferecidas, estavam urgências reumatológicas no pronto atendimento e no ambulatório; diretrizes 2025: tratamento da obesidade; neurologia na emergência; câncer colorretal: estratégias atuais de rastreamento, diagnóstico e seguimento; gerenciamento do sangue no paciente; cirurgia geral – emergências cirúrgicas; particularidades do seguimento do recém-nascido pré-termo tardio; e uso prático de ferramentas de ia na medicina.

O grande leque dos temas abordados, bem como a qualidade dos expositores, resultou num grande número de pessoas. Entre congressistas e palestrantes, o CBMG reuniu aproximadamente 4.200 participantes, sendo 400 deles conferencistas que se revezaram nos diferentes espaços para garantir que o conhecimento chegasse até os interessados. Diante do sucesso, a fórmula deve se repetir.

“O que vimos aqui foi muito mais do que um congresso científico. Foi uma verdadeira celebração da Medicina em seu sentido mais elevado. Um encontro que fortaleceu a integração entre médicos generalistas e especialistas e reafirmou o compromisso da profissão com a excelência da assistência prestada à população”, afirmou o presidente da AMB, César Fernandes. Ele destacou ainda que o Congresso “se tornou um patrimônio da medicina brasileira”.

A próxima edição do Congresso Brasileiro de Medicina Geral já tem data definida e foi apresentada no fim da solenidade. O evento será realizado entre os dias 8 e 10 de julho de 2027, novamente no Distrito Anhembi, em São Paulo.

AMIB esclarece atribuições de médicos intensivistas em nota técnica para a população e autoridades

A Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB) divulgou nesta terça-feira (16) nota de esclarecimento destinada à população, profissionais de saúde e autoridades sobre as atribuições e responsabilidades dos médicos intensivistas que atuam em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs). A manifestação foi elaborada após questionamentos públicos sobre a atuação de médicos intensivistas em caso recentemente divulgado pela imprensa nacional envolvendo paciente que morreu durante seu período de internação.

CONFIRA AQUI A NOTA DE ESCLARECIMENTO NA ÍNTEGRA.

No documento, a entidade ressalta que qualquer análise relacionada à assistência prestada a pacientes deve estar fundamentada em prontuários, pareceres técnicos, legislação vigente e perícias oficiais, evitando conclusões precipitadas. No entanto, com essa manifestação, a AMIB pretende contribuir para o correto entendimento da dinâmica de funcionamento das UTIs e dos papeis dos especialistas envolvidos na assistência a pacientes críticos.

Paciente crítico – Entre os argumentos apresentados, a AMIB destaca que o médico intensivista é responsável pela condução do suporte clínico avançado ao paciente crítico, incluindo monitorização contínua, estabilização hemodinâmica e coordenação das medidas necessárias ao tratamento dentro da UTI. Segundo a Associação, esse trabalho ocorre de forma integrada com equipes cirúrgicas e demais especialistas envolvidos na assistência relacionada à doença de base do paciente.

A nota também reforça que o médico plantonista da UTI deve permanecer na unidade e tem a responsabilidade de executar o plano terapêutico, além de atuar diante de intercorrências e situações que possam colocar em risco os pacientes internados, conforme estabelece a Resolução CFM nº 2.271/2020. Essa norma define os critérios de funcionamento das unidades de terapia intensiva e unidades de cuidado intermediário conforme sua complexidade e nível de cuidado.

Regulamentação – Outro ponto abordado no documento se refere às decisões relacionadas a procedimentos cirúrgicos e anestésicos. De acordo com a regulamentação vigente, a indicação, a oportunidade e a extensão desses procedimentos são atribuições dos especialistas responsáveis por essas áreas, em decisões compartilhadas com as demais equipes assistenciais e devidamente registradas em prontuário.

Sem emitir juízo sobre fatos específicos que seguem sob investigação, a AMIB enfatiza sua confiança nas instituições responsáveis pela apuração dos casos e esclarece que sua manifestação possui caráter exclusivamente técnico e institucional. Além da divulgação da nota aos médicos e à população, a AMIB encaminhou o documento formalmente aos Conselhos Federal e Regionais de Medicina (CFM/CRMs) e à Associação Médica Brasileira (AMB), bem como a outras autoridades.

No ofício de encaminhamento às entidades da área médica, a Associação ressaltou que esta iniciativa reafirma o seu compromisso com a qualificação da assistência ao paciente, a defesa da boa prática médica, a transparência das informações e o fortalecimento da medicina intensiva brasileira.

Para ajudar na prevenção, a AMIB compartilha com associados o acesso a informações sobre o vírus ebola

A Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB) informa a seus associados que, em razão da declaração de Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII), decretado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) relacionada à Doença pelo Vírus Ebola (DVE), o Ministério da Saúde inseriu, em seu site, material oficial atualizado sobre a afecção. O status de emergência foi anunciado no mês passado.

Os materiais disponibilizados, que podem ser consultados pelos médicos, contém informações sobre a DVE, como sintomas, transmissão, diagnóstico, notificação e prevenção. Também é possível acessar o Plano de Contingência Nacional para Febres Hemorrágicas Virais, atualizado em outubro de 2024; e notas públicas recentes sobre a investigação e descarte de casos suspeitos no país.

Há também informações sobre o manejo de caso suspeito de DVE em pontos de entrada do país (portos, aeroportos e fronteiras) e demais protocolos e procedimentos definidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), em acordo com as orientações dos organismos internacionais, conforme descrito na Nota Técnica nº26/2026.

Além dos comunicados nacionais, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) mantém informes atualizados sobre o atual surto na República Democrática do Congo e Uganda. Abaixo, estão listados os links de acesso ao conteúdo gerado pelo Ministério da Saúde e outras organizações:

Doença pelo Vírus Ebola (DVE) – A DVE é uma zoonose causada por vírus do gênero Ebolavirus cujos hospedeiros são, mais provavelmente, morcegos frugívoros. A doença pode infectar seres humanos a partir de contato com sangue, secreções, tecidos, órgãos ou outros fluidos corporais de animais ou pessoas portadoras do agente patógeno (inclusive cadáveres). Objetos e superfícies contaminadas também podem ocasionar a infecção. A transmissão ocorre somente após o início dos sintomas.

Os sintomas iniciais são inespecíficos e incluem febre, fraqueza, dores musculares, dor de cabeça e dor de garganta. A progressão da doença pode causar disfunções gastrointestinais, orgânica e, em alguns casos, manifestações hemorrágicas. O período de incubação é de 2 a 21 dias.

Cinco espécies de ebolavírus já foram descritas: Zaire, Sudão, Taï Forest, Bundibugyo e Reston. Dentre as espécies apenas o Reston ebolavírus, embora possa infectar humanos, não é reconhecido como causa de doença humana.

Surto atual – A variante em circulação na República Democrática do Congo (RDC) e em Uganda é o Bundibugyo ebolavírus (Orthoebolavirus bundibugyoense). A OMS foi alertada, em 5 de maio de 2026, sobre um surto de doença desconhecida com alta taxa de mortalidade no Congo, incluindo óbitos entre profissionais de saúde. Dez dias depois, em 15 de maio, foi confirmada a ocorrência da variante.

Foi o cenário transfronteiriço que levou a OMS a declarar Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional, em 17 de maio. A OPAS informou que a decisão decorreu do risco de propagação internacional e da necessidade de coordenação entre os países para vigilância, detecção e resposta sanitária.

Risco baixo – Apesar dos alertas, o Ministério da Saúde brasileiro considera, contudo, que o risco de transmissão sustentada da DVE permanece baixo no Brasil e na América do Sul e lembra que a doença depende de contato direto com fluidos de pessoas sintomáticas para gerar infecção. Segundo o MS, até o momento, não há transmissão aérea do vírus e nem notificação de casos confirmados.

Independentemente desse cenário, a AMIB considera importante que os médicos intensivistas se mantenham atualizados sobre o tema; acompanhem o noticiário e as comunicações sanitárias oficiais; e permaneçam atentos aos protocolos relacionados à DVE.

Ministério da Saúde e AMIB assinam acordo de cooperação técnica para ampliar a formação de especialistas

29/05/2026

O Ministério da Saúde e a Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB) assinaram na abertura do XIII Congresso Luso-Brasileiro de Medicina Intensiva (LUSO 2026), que ocorreu na última quinta-feira (28), em Fortaleza (CE), um acordo de cooperação focado no fortalecimento da Medicina Intensiva no Sistema Único de Saúde (SUS). O diretor do Departamento de Atenção Hospitalar, Urgência e Domiciliar (DAHUD/SAES/MS), Fernando Augusto Figueira, esteve no evento representando o MS e ratificou a parceria. 

A iniciativa prevê ações para ampliar a formação de especialistas, qualificar residências médicas, fortalecer as Unidades de Terapia Intensivas (UTIs) e produzir dados técnicos que auxiliem na formulação de políticas públicas para a assistência ao paciente crítico. A parceria tem vigência de cinco anos, sem transferência de recursos financeiros entre as partes e estabelece uma agenda de cooperação técnica para dimensionar a necessidade de médicos intensivistas no Brasil, especialmente em regiões com vazios assistenciais e formativos.

Para o presidente da AMIB, Cristiano Augusto Franke, o acordo representa uma oportunidade de colaboração ampla entre a sociedade científica e os gestores públicos. “Entendo este acordo como um marco, tanto por tornar mais evidente a credibilidade da nossa sociedade quanto por proporcionar oportunidades para uma grande colaboração com foco na qualificação da assistência ao paciente grave e na formação de profissionais intensivistas”, afirmou.

Ainda segundo ele, o objetivo é proporcionar cuidado de excelência para o paciente grave, onde ele estiver. “Esta solução tem maior probabilidade de chegar num melhor resultado com participação conjunta de todos os gestores e a sociedade científica”, avaliou.

Já o representante do MS, Fernando Augusto Figueira, destacou que o acordo nasce para enfrentar desafios históricos da Medicina Intensiva no país, como a distribuição desigual de especialistas e a insuficiência de vagas formativas, além de ressaltar a importância da aproximação do ministério das sociedades científicas. “É uma grande satisfação representar o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, neste importante momento de assinatura do Acordo de Cooperação entre o MS e AMIB. Gostaria, antes de tudo, de agradecer à diretoria da AMIB pela abertura ao diálogo, pela agilidade na construção deste instrumento e pela disposição em colaborar com o fortalecimento do Sistema Único de Saúde”, disse.

“Este acordo simboliza algo que consideramos fundamental: a reconstrução e o fortalecimento das pontes entre o Ministério da Saúde e as sociedades científicas brasileiras. Nenhuma política pública de saúde alcança excelência quando construída de forma isolada. Precisamos da experiência de quem está na assistência, da capacidade técnica de quem produz conhecimento e da legitimidade de instituições que ajudam a desenvolver suas especialidades há décadas”, complementou o diretor do DAHU.

Em sua fala, Figueira relembrou o papel da medicina intensiva durante a pandemia de convid-19. “A pandemia nos ensinou o valor estratégico da medicina intensiva. Avançamos na ampliação da infraestrutura, mas sabemos que o maior patrimônio de uma UTI continua sendo a qualificação das pessoas que nela trabalham. Por isso, investir em formação, qualificação profissional e melhoria contínua da assistência é investir diretamente na segurança e na vida dos pacientes brasileiros”, concluiu.

AMIB integra mobilização que garantiu manutenção de exames na renovação da CNH

A Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB) esteve entre as mais de 35 entidades médicas que assinaram um manifesto contra a proposta de renovação automática da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) sem a realização de Exame de Aptidão Física e Mental (EAFM). A mobilização, liderada pela Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet), das entidades ajudou a manter a exigência das avaliações no texto aprovado pelo Senado Federal sobre a medida provisória que trata do tema. A MP 1.327/2025 seguiu para sanção presidencial, que tem até o dia 5 de junho para validar a proposta.

O posicionamento conjunto foi articulado após críticas à proposta inicial, que previa a renovação automática para condutores com bom histórico no trânsito, sem a necessidade de realização do exame de aptidão física e mental. As entidades alertaram para os riscos à segurança viária e defenderam a importância dos exames periódicos para identificar condições físicas e mentais que poderiam comprometer a direção.

Após a repercussão e a pressão das sociedades médicas, o texto aprovado pelo Senado manteve a obrigatoriedade do exame de aptidão física e mental para a renovação da CNH. A medida foi considerada uma vitória pelas entidades da área da saúde e da medicina do tráfego, que apontam a avaliação médica como etapa essencial para a segurança no trânsito.

Para a AMIB, a manutenção do exame de aptidão física e mental se soma às inúmeras ações, como a campanha Maio Amarelo, que ajudam a preservar vidas e evitam traumas graves, ou seja, prevenção também faz parte do cuidado intensivo.

XIII Congresso Luso-Brasileiro de Medicina Intensiva acontece em Fortaleza

Fortaleza, capital do Ceará, recebe, entre os dias 28 e 30 de maio, o XIII Congresso Luso-Brasileiro de Medicina Intensiva (LUSO 2026). O evento, que reunirá especialistas de países da comunidade lusófona para discutir avanços científicos, assistência ao paciente crítico e os desafios da medicina intensiva, é promovido pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB), pela Sociedade Portuguesa de Cuidados Intensivos (SPCI) e pela regional AMIB-CE – SOCETI. Além de mais de 50 palestrantes renomados do Brasil e de Portugal, o congresso também será marcado pela assinatura de um Acordo de Cooperação entre o Ministério da Saúde (MS) e a AMIB.

O documento prevê colaboração entre as instituições para ações voltadas à formação de especialistas em medicina intensiva, especialmente em regiões de mais difícil acesso. Entre os objetivos do acordo estão a elaboração de subsídios técnicos para avaliação e credenciamento de programas de residência médica, a qualificação da oferta existente, a produção de dados nacionais sobre a especialidade e o apoio a políticas públicas relacionadas aos serviços de terapia intensiva. A assinatura está prevista para acontecer na abertura do evento.

Os presidentes Cristiano Augusto Franke (AMIB), Mozart Rolim (AMIB-CE) e Paulo Mergulhão (SPCI), destacam que o evento busca ampliar o intercâmbio de experiências entre profissionais de países de língua portuguesa e promover discussões sobre evidências científicas e práticas assistenciais em terapia intensiva.

“Ao reunir profissionais de diferentes países lusófonos, o congresso fortalece uma comunidade que compartilha idioma, valores e compromisso com a qualidade assistencial. Essa conexão amplia horizontes, estimula novas perspectivas e enriquece a prática clínica de todos os participantes”, diz mensagem conjunta dos presidentes.

A programação do XIII Congresso Luso-Brasileiroinclui conferências, mesas-redondas e debates sobre temas relacionados à terapia intensiva, atualização clínica, inovação tecnológica e qualificação dos serviços de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A expectativa dos organizadores é reunir centenas de profissionais da área durante os três dias de atividades.

A programação completa do XIII Congresso Luso-Brasileiro de Medicina Intensiva está disponível em site oficial do LUSO 2026.

AMIB entrega certificados do projeto UTIs Brasileiras no Distrito Federal

A Associação de Medicina Intensiva (AMIB) entregou na última semana, nos dias 28 e 29, em Brasília (DF), certificados do projeto UTIs Brasileiras, iniciativa que reconhece unidades de terapia intensiva com alto desempenho assistencial e uso eficiente de recursos. No Distrito Federal, 10 hospitais foram reconhecidos na categoria Top Performer e 3 como Eficiente. Já na categoria cardiológica, 2 hospitais foram contemplados com o Top Performer, e 1 Eficiente.

As cerimônias foram feitas em algumas unidades premiadas pelo presidente da AMIB, Cristiano Franke, pelo diretor e integrante do Conselho Consultivo, Marcelo Maia, e pelo presidente da AMIB-DF, Rodrigo Santos Biondi. Os eventos também contaram com a participação de representantes da Epimed Solutions, parceira na análise dos indicadores que embasam a certificação. As entregas de certificações seguem por todos os estados brasileiros.

Para o presidente da AMIB, o resultado é fruto de um trabalho coletivo e contínuo em cada uma das unidades premiadas. “Esse reconhecimento mostra que as unidades estão no caminho certo, com equipes comprometidas, uso de protocolos baseados em evidências e foco permanente na qualidade do cuidado”, destacou.

CERTIFICAÇÕES NO DF – No Distrito Federal foram reconhecidas, na categoria Top Geral, as seguintes instituições: Hospital Águas Claras, Hospital Alvorada Brasília, Hospital Anchieta Ceilândia, Hospital Anchieta Taguatinga, Hospital Brasília (HOBRA), Hospital DF Star, Hospital HOME DF, Hospital Santa Lúcia Norte, Hospital Santa Lúcia Sul, Hospital Santa Luzia e Hospital Sírio-Libanês Brasília IV.

Na categoria Eficiência, receberam certificação o Hospital da Região Leste (público), o Hospital Daher Lago Sul e o Hospital Santa Lúcia Gama.

Já no recorte Top Cardiológica, foram premiados o Hospital do Coração do Brasil e o Instituto de Cardiologia e Transplantes do Distrito Federal. Na categoria UTI Cardiológica Eficiente, o destaque foi para o Hospital Santa Lúcia Gama.

UIT’S BRASILEIRAS – O projeto UTIs Brasileiras utiliza uma base robusta de dados clínicos e operacionais para avaliar o desempenho das unidades participantes, estimulando a melhoria contínua da qualidade assistencial e reforçando boas práticas na terapia intensiva em todo o país.

A premiação é dividida em categorias que refletem diferentes dimensões da qualidade em terapia intensiva. A categoria Top Performer (Top Geral) reconhece UTIs com excelência global em indicadores clínicos e de segurança do paciente. Já a categoria Eficiência destaca unidades que aliam bons desfechos a uma gestão adequada de recursos, como tempo de permanência e utilização de leitos. Há ainda recortes específicos, como o Top Cardiológica e a UTI Cardiológica Eficiente, voltados a unidades especializadas no cuidado cardiovascular.