AMIB oficializa parceria com o Projeto Conecta Vale

Iniciativa amplia a qualificação de profissionais de urgência, emergência e terapia intensiva nos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, em Minas Gerais

A Associação de Medicina Intensiva Brasileira – AMIB oficializou no último fim de semana sua participação no Projeto Conecta Vale, iniciativa voltada à qualificação de profissionais que atuam na urgência, emergência e terapia intensiva nos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, uma das regiões com maiores desafios assistenciais de Minas Gerais. A parceria foi formalizada com a assinatura de um Termo de Cooperação durante encontro realizado na sede da entidade, em São Paulo.

Criado em outubro de 2024, o projeto reúne hospitais, universidades e instituições públicas para ampliar o acesso à educação continuada, à teleconsultoria e ao suporte clínico especializado. Segundo os coordenadores da iniciativa, os hospitais participantes já registram melhora de indicadores como mortalidade, tempo de internação, reinternação e segurança do paciente.

A assinatura do acordo ocorreu durante o curso Construindo uma UTI de Alta Performance, que reuniu 14 lideranças da região dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri. A capacitação marcou o início de uma nova etapa do projeto, voltada à formação de gestores e profissionais responsáveis pela organização e desempenho das unidades de terapia intensiva.

Para a AMIB, a educação continuada é um dos pilares para ampliar a qualidade da assistência ao paciente crítico. O presidente da entidade, dr. Cristiano Franke, ressalta, porém, que a teleconsultoria deve ser entendida como ferramenta complementar. “A presença do intensivista à beira do leito, com avaliação clínica direta e tomada de decisão em tempo real, permanece indispensável”.

Além da AMIB, participam do Conecta Vale o Hospital Nossa Senhora da Saúde, a Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM) e instituições vinculadas ao Ministério da Saúde e à Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais.

EDUCAÇÃO E APOIO ESPECIALIZADO – O Conecta Vale oferece cursos gratuitos, teleconsultorias e suporte clínico remoto para profissionais que atuam na urgência, emergência e terapia intensiva. A plataforma permite discutir casos complexos em tempo real, contribuindo para a tomada de decisão em municípios com menor acesso a especialistas.

Idealizado pelo médico intensivista Renan Santiago Faria, o projeto reúne atualmente mais de mil profissionais cadastrados. Até o momento, foram emitidos 610 certificados em cursos on-line e outros 520 em capacitações presenciais.

Entre os conteúdos oferecidos estão terapia intensiva, manejo de vias aéreas, antibioticoterapia, ultrassonografia à beira do leito, emergências cardiovasculares e transporte do paciente crítico. Segundo o projeto, os treinamentos elevaram em média 2,36 pontos o desempenho dos participantes nas avaliações aplicadas após os cursos.

Outro destaque é o Projeto Teleneuro, que disponibiliza suporte neurológico ininterrupto aos municípios da macrorregião Jequitinhonha, incluindo avaliação de tomografias e indicação de trombólise em casos de AVC agudo, com tempo médio de resposta inferior a 30 minutos.

CONTRIBUIÇÃO DA AMIB – Desde o início da parceria, por meio da Sociedade Mineira de Terapia Intensiva (SOMITI), a AMIB já realizou cursos como o Suporte Avançado de Vida em Cardiologia (ACLS) e o Fundamental Critical Care Support (FCCS), voltados ao atendimento das emergências cardiovasculares e aos cuidados nas primeiras 24 horas do paciente criticamente enfermo.

Para Cristiano Franke, iniciativas como o Conecta Vale ajudam a reduzir desigualdades no acesso ao conhecimento e aproximam profissionais de regiões distantes dos grandes centros das melhores práticas da Medicina Intensiva. “Ao investir na formação continuada de lideranças e equipes, estamos construindo uma assistência mais segura, eficiente e equitativa para toda a população”.

AMB empenha apoio à pauta da AMIB pela valorização da Medicina Intensiva no Brasil

A Associação Médica Brasileira (AMB) empenhou apoio à agenda institucional em defesa da valorização dos médicos intensivistas conduzida pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB). O tema foi apresentado pelo presidente Cristiano Franke em reunião, na segunda-feira (27), com representantes da AMB, na sede da entidade, em São Paulo (SP). A visita integra uma série de ações conduzidas pela AMIB para fortalecer a especialidade e a assistência ao paciente crítico.

Entre os temas debatidos estavam a qualificação das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), a formação de especialistas e as condições de trabalho dos médicos intensivistas. Na atual gestão, a AMIB intensificou a busca por soluções que reduzam os impactos da precarização das relações de trabalho nas UTIs, entre outros pontos. Para tanto, a Associação tem atuado junto a gestores para sensibilizá-los sobre o tema e procurado suporte junto às entidades médicas.

Reuniões – Desde o início desse processo, já ocorreram reuniões com o Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (CONASEMS), o Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Sul e o Conselho Regional de Medicina do mesmo estado. Cristiano Franke também apresentou a mesma pauta aos membros do Fórum dos Conselhos Federais da Área da Saúde (FCFAS), que reúne representantes de 14 profissões, muitas delas com atuação ativa nas UTIs.

Na reunião com a AMB, a AMIB tratou de desafios importantes para a Medicina Intensiva no país, entre eles a elevada presença de profissionais sem título de especialista atuando nas UTIs e os impactos da sobrecarga de trabalho sobre as equipes.  Para o diretor científico da AMB, José Eduardo Dolci, o cenário é preocupante e o apoio ao trabalho da Associação está selado. “Alguns indicadores são alarmantes. Estamos juntos com a AMIB nas propostas e reivindicações da sociedade para que a gente consiga melhorar essa situação”, disse.

Pautas estratégicas – Franke destacou a importância desse alinhamento institucional para avançar em pautas estratégicas da especialidade. “Tivemos uma recepção muito boa aqui na AMB para discutir a qualificação das nossas UTIs e dos profissionais que atuam nessas unidades”, comentou. Segundo ele, a Associação está motivada a buscar meios de valorizar o trabalho dos especialistas, além de agir em direção a avanços estruturantes que trarão mais qualidade ao atendimento ao paciente grave.

Entre os pontos que o presidente da AMIB considera de alto risco neste segmento estão, a sobrecarga de trabalho dos médicos intensivistas e das equipes das UTIs, o que tem resultado em quadros de estresse e burnout na vida desses profissionais. Além de Franke e Dolci, participaram da reunião: Fernando Sabiá Tallo (diretor tesoureiro da AMB), Maria Rita de Souza Mesquita (1ª secretária), Florisval Meinão (secretário-geral), Lacildes Rovella Junior (1⁰ tesoureiro) e Antônio José Gonçalves (presidente da Associação Paulista de Medicina – APM). Pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira também estava Ederlon Rezende, presidente do Conselho Consultivo da entidade.

AMIB, SOTIRGS e SIMERS discutem qualificação das UTIs e valorização dos médicos intensivistas

A Associação de Medicina Intensiva Brasileira – AMIB, a Sociedade de Terapia Intensiva do Rio Grande do Sul (SOTIRGS) e o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (SIMERS) reuniram-se na última semana para discutir temas estratégicos para a Medicina Intensiva. Entre os assuntos debatidos estiveram a qualificação das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), a formação de especialistas e as condições de trabalho dos médicos intensivistas. 

O encontro, realizado na sede do SIMERS, integra a agenda institucional da AMIB voltada ao fortalecimento da Medicina Intensiva e da assistência ao paciente crítico. A entidade vem ampliando o diálogo com gestores, autoridades e entidades representativas para defender a valorização dos médicos intensivistas, a qualificação das equipes e o enfrentamento dos impactos da precarização das relações de trabalho nas UTIs. Como parte dessa mobilização, a AMIB também encaminhou ofícios a órgãos públicos e instituições do setor. 

Participaram da reunião o presidente da AMIB, Cristiano Franke, a presidente da SOTIRGS, Taiane Vargas, o presidente do SIMERS, Marcelo Matias, além de diretores das três entidades. Durante o encontro, foi destacado o protagonismo histórico do Rio Grande do Sul na Medicina Intensiva brasileira. O estado sediou as primeiras residências médicas da especialidade e permanece como referência nacional na formação de intensivistas. 

Apesar dessa tradição, as entidades manifestaram preocupação com a atuação de profissionais sem formação específica em UTIs. “O Rio Grande do Sul é referência nacional em Medicina Intensiva, tanto pela tradição na formação de especialistas quanto pela qualidade de seus serviços. No entanto, ainda observamos situações em que profissionais sem a qualificação adequada atuam no cuidado de pacientes graves, o que exige atenção”, afirmou Cristiano Franke. 

Outro tema debatido foi a crescente precarização das relações de trabalho, especialmente nos modelos de contratação como pessoa jurídica (PJ). “Precisamos de equipes qualificadas e de vínculos de trabalho que ofereçam estabilidade, valorização profissional e condições adequadas para que o intensivista exerça seu papel com segurança”, ressaltou o presidente da AMIB. 

Para Taiane Vargas, a atuação conjunta entre as entidades é fundamental para preservar a qualidade da especialidade. “O Rio Grande do Sul tem uma história pioneira na formação de médicos intensivistas. As duas primeiras residências em Medicina Intensiva do Brasil nasceram em Porto Alegre. Nosso compromisso é seguir defendendo os intensivistas e a qualidade da assistência prestada à população.” 

Marcelo Matias também destacou o compromisso do SIMERS com a valorização dos especialistas. “O nosso compromisso é defender os médicos intensivistas por melhores condições de trabalho, remuneração justa e contratos mais adequados. Valorizar esses profissionais também é defender a saúde da população.” 

Próximos passos – Como desdobramento da reunião, AMIB, SOTIRGS e SIMERS planejam realizar, no segundo semestre, um evento presencial voltado aos médicos intensivistas para discutir relações de trabalho, contratação como pessoa jurídica e aspectos éticos, legais e fiscais da atividade médica. 

Precarização do trabalho coloca em risco a segurança nas UTIs, afirma Associação de Medicina Intensiva Brasileira

Mais da metade dos médicos que atuam nas UTIs do país são contratados pelos hospitais (públicos e privados) onde cuidam dos pacientes críticos por meio de contratos de Pessoa Jurídica. Entre os que possuem título de especialista em medicina intensiva isso representa 51%. Por sua vez, entre profissionais de especialidades correlatas (clínica médica, cirurgia geral, pediatria, cardiologia, nefrologia, anestesiologia e pneumologia), o índice atinge 56%. No caso de generalistas, chega a 55%.

O segundo tipo de vínculo mais frequente são os contratos com carteira assinada (CLT), que representam de 10,9% a 21,8% do total de médicos que atuam nas UTIs, conforme sua formação. Na sequência, vêm os aprovados em concursos públicos (estatutários), cujo percentual varia de 4,7% a 14,1%.

“A precarização das relações de trabalho compromete a construção de uma carreira sustentável na Medicina Intensiva. A inexistência de garantias trabalhistas amplia a insegurança profissional e contribui para o surgimento de casos de desgaste e esgotamento das equipes, desmotivação e consequente afastamento de profissionais experientes dos quadros, com grande impacto para o atendimento da população”, alerta Cristiano Franke, presidente da AMIB.

Múltiplos vínculos – Esses dados fazem parte de inquérito nacional sobre a força de trabalho médica nas UTIs, preparado pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB), que será lançado nas próximas semanas. O estudo, que ouviu mais de 2.300 médicos que se dedicam aos pacientes graves, causou preocupação no segmento.

Os números mensuram características do mercado de trabalho que resultam numa maior vulnerabilidade ocupacional. Dentre elas, está a alta concentração de vínculos como pessoa jurídica, chamada de pejotização do trabalho, e a multiplicidade de arranjos que inferem uma fragmentação do mercado em graus distintos de estabilidade, autonomia, proteção trabalhista, previsibilidade de renda e progressão na carreira.

Além de ser um sinal de precariedade nas relações de trabalho, os diversos vínculos assumidos resultam em outras complicações, que acabam por sobrecarregar os médicos que atuam nas UTIs. Não é raro, por exemplo, que o profissional tenha que fazer grandes deslocamentos para exercer suas funções. Praticamente um terço precisa se locomover para cidades diferentes de onde mora.

Plantões noturnos – O levantamento realizado identificou 3.112 contratos de trabalho para os 2.338 médicos da amostra. O cruzamento dos dados mostra que, em média, cada médico que atua em UTI mantém 1,33 vínculo. Essa proporção quase dobra entre os detentores de títulos de especialista em medicina intensiva, sendo que na maioria das vezes os profissionais são levados a realizarem suas atividades nas UTIs à noite.

Independentemente do nível de especialização, essa é a realidade de 90,3% dos médicos que não são detentores de título de medicina intensiva, mas trabalham nas UTIs brasileiras. Neste segmento com qualificação voltada para a área, o percentual dos que atuam à noite é um pouco menor, chegando aos 66,9%.

Somada à sobrecarga física e emocional gerada pelo acumulo de horas trabalhadas, jornadas à noite e necessidade de ficar horas atrás do volante, essa realidade, que segue um padrão histórico da medicina no Brasil, fragiliza a relação do médico com as equipes e estabelecimentos de saúde, sem contar que interfere nos fluxos de trabalho, o que traz riscos à segurança dos pacientes e prejudica a saúde e a qualidade de vida dos próprios profissionais.

Sinal de alerta – Para a AMIB, o alto índice de precarização nas relações de trabalho soa um sinal de alerta que não pode ser ignorado pelas autoridades da saúde. Na prática, esse fenômeno se traduziria em alta rotatividade e substituição de especialistas por profissionais sem formação específica em Medicina Intensiva, motivada, em muitos casos, exclusivamente por critérios de redução de custos, entre outros pontos.

Os dados apurados levaram a AMIB a divulgar uma nota à sociedade cobrando providências para corrigir os pontos de distorção. Na manifestação, encaminhada a um rol de autoridades do Governo, Legislativo e Judiciário, a AMIB pede a abertura urgente de canal de diálogo institucional que recupere o equilíbrio neste segmento, o que seria necessário à efetividade e segurança na atuação dos profissionais e ao bem-estar dos pacientes.

“Queremos contribuir com a promoção de um amplo debate para a construção de soluções e o fortalecimento de políticas e iniciativas que assegurem condições adequadas para o cuidado ao paciente crítico”, afirma a AMIB em sua nota. Na avaliação da Associação, a conta recai, sobretudo, sobre os doentes que ficam expostos a um cenário que ameaça a qualidade e a segurança da assistência intensiva, em um ambiente que exige equipes altamente preparadas, estabilidade e capacidade permanente de resposta às condições clínicas de maior complexidade.

O trabalho afirma ainda que sistemas de saúde universal, nos moldes do SUS, não conseguem sustentar uma assistência de excelência aos pacientes críticos sem investimentos na valorização e na proteção dos profissionais que atuam na linha de frente desse cuidado. “Modelos que priorizam a redução de custos imediatos, em detrimento da estabilidade das equipes e da construção de carreiras sólidas, colocam em xeque a capacidade do país de formar, atrair e manter intensivistas qualificados”, ressalta Cristiano Franke.

AMIB leva ao Conasems pauta pela valorização dos médicos intensivistas e qualificação das UTIs

14.07.26

A Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB) deu mais um passo em sua agenda institucional voltada ao fortalecimento da Medicina Intensiva e da assistência ao paciente crítico. Durante o XXXIX Congresso do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), realizado de 12 a 15 de julho, em Porto Alegre (RS), a entidade entregou ao presidente da instituição, Hisham Mohamad Hamida, um ofício solicitando a abertura de diálogo sobre os desafios enfrentados pelas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) brasileiras.

O documento integra uma série de iniciativas conduzidas pela AMIB para sensibilizar gestores e autoridades sobre a necessidade de fortalecer a assistência aos pacientes críticos. Entre os temas apresentados estão a valorização dos médicos intensivistas, a qualificação das equipes e os impactos da precarização das relações de trabalho nas UTIs.

Segundo a entidade, a alta rotatividade de profissionais, a desvalorização da carreira e a substituição de especialistas por médicos sem formação específica em Medicina Intensiva comprometem a continuidade do cuidado e representam um desafio para a consolidação de uma assistência de qualidade.

Durante o encontro, o presidente da AMIB, dr. Cristiano Franke, também solicitou a realização de uma audiência institucional para apresentar um levantamento inédito elaborado pela entidade sobre as condições de trabalho nas UTIs brasileiras e discutir propostas voltadas ao fortalecimento da assistência ao paciente crítico.

“Foi um encontro breve, mas muito proveitoso. O presidente do Conasems demonstrou grande atenção à nossa preocupação com a qualificação das UTIs brasileiras e reconheceu a importância dessa pauta. Saio muito satisfeito, com a expectativa de dar continuidade a esse diálogo e avançar nessa agenda ao longo dos próximos meses”, afirmou.

Para Cristiano Franke, a aproximação com os gestores municipais é fundamental para construir soluções que fortaleçam a Medicina Intensiva e ampliem a segurança e a qualidade da assistência oferecida aos pacientes críticos no Sistema Único de Saúde (SUS).

O Congresso do Conasems reúne gestores, profissionais e especialistas de todo o país para debater políticas públicas de saúde e compartilhar experiências exitosas do SUS. A programação também incluiu a 21ª Mostra Brasil, Aqui Tem SUS, dedicada à divulgação de iniciativas municipais voltadas ao fortalecimento da saúde pública.

AMIB alerta gestores e a sociedade para riscos causados pela precarização das relações de trabalho nas UTIs

A Associação Brasileira de Medicina Intensiva (AMIB) divulgou um posicionamento institucional em que manifesta preocupação com o avanço da precarização das relações de trabalho nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs).

A entidade alerta para o crescimento da contratação de médicos intensivistas exclusivamente como pessoa jurídica (PJ) e para a atuação de profissionais sem especialização no cuidado de pacientes críticos.

A nota pública da AMIB foi encaminhada para as entidades médicas, gestores e organizações responsáveis por serviços de saúde públicos e privados. O texto também foi remetido a dirigentes de órgãos de fiscalização e controle, como o Ministério Público e Tribunal de Contas da União (TCU), bem como deputados federais e senadores.

Para o presidente Cristiano Franke, esse é o momento de inserir esse tema na agenda de prioridades da saúde pública no Brasil. Na avaliação dele, o cenário atual compromete a qualidade do atendimento e deixa a população em situação de risco.

Segundo a Associação, equipes estáveis e qualificadas são fundamentais para garantir a segurança dos pacientes, a continuidade da assistência e a qualidade dos resultados clínicos.

Para contrapor esse quadro, a AMIB defende modelos de contratação que conciliem sustentabilidade das instituições, segurança jurídica e valorização dos profissionais.

A íntegra do posicionamento está disponível abaixo nesse link.

AMIB convida comunidade intensivista a apoiar campanha humanitária em favor das vítimas dos terremotos na Venezuela

A Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB) está mobilizando seus associados, profissionais de saúde e toda a sociedade para apoiar a campanha de ajuda humanitária promovida pelo UNICEF em favor das vítimas dos terremotos que atingiram a Venezuela.

Os abalos sísmicos deixaram um cenário de grande devastação, comprometendo hospitais, escolas e serviços essenciais, além de colocar milhares de famílias em situação de extrema vulnerabilidade. Segundo informações divulgadas pelo UNICEF, centenas de milhares de crianças necessitam de assistência humanitária urgente, enquanto milhões de pessoas dependem de ajuda para enfrentar as consequências da tragédia.
Desde os primeiros dias da tragédia, a AMIB estabeleceu contato com a sociedade venezuelana de medicina intensiva, colocando-se à disposição para colaborar. Em conjunto, as entidades estão alinhando a melhor forma de contribuir para apoiar a população e fortalecer os esforços de assistência neste momento.

Um convite à solidariedade
Como entidade que representa os profissionais da Medicina Intensiva, a AMIB acredita que cuidar da vida também significa estender a mão a quem mais precisa.

Por isso, convidamos nossa comunidade de médicos e profissionais intensivistas, associados e todos que acompanham a AMIB a apoiarem a campanha de arrecadação promovida pela UNICEF.

Cada doação representa uma oportunidade de levar proteção, atendimento, esperança e dignidade às pessoas afetadas pela tragédia.

Por que o UNICEF?
Presente em mais de 190 países e territórios, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) é uma das principais organizações humanitárias do mundo, reconhecida por sua atuação em emergências, desastres naturais e crises humanitárias.

Na Venezuela, o UNICEF já iniciou uma ampla operação de resposta, enviando toneladas de suprimentos essenciais, incluindo medicamentos, kits de saúde, água potável, materiais de higiene, educação e proteção infantil. As remessas humanitárias beneficiarão milhares de crianças e famílias, enquanto novas cargas continuam sendo encaminhadas ao país.
Faça sua doação
As contribuições podem ser realizadas diretamente pela página oficial da campanha do UNICEF. Doe aqui.

A AMIB agradece a todos que puderem participar desta iniciativa e reforça seu compromisso com a promoção da vida, da saúde e da solidariedade.

Como sua doação ajuda?
Os recursos arrecadados pelo UNICEF são destinados ao fornecimento de água potável, atendimento à saúde, medicamentos, alimentação, materiais de higiene, proteção infantil e apoio às famílias atingidas pelos terremotos na Venezuela.

AMIB participa de webinar que marca o início do projeto de UTIs Inteligentes no SUS

Na última sexta-feira, 19 de junho, a Associação de Medicina Intensiva Brasileira – AMIB participou de webinar organizado pelo Ministério da Saúde. O encontro online marcou o início da fase de implementação do projeto de UTIs Inteligentes, comandado pelo Departamento de Atenção Hospitalar, Domiciliar e Urgência (DAHU/MS), em seis hospitais da rede pública (Recife, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Manaus e Brasília) previamente selecionados.

O diretor do DAHU, o médico Fernando Figueira, destacou a importância do projeto para a melhora da assistência e enalteceu a contribuição dos parceiros, incluindo o papel fundamental e estratégico da AMIB no que tange às questões técnicas e científicas que norteiam o seu desenvolvimento, com foco na governança clínica e na qualificação da assistência ao paciente crítico. Ele frisou ainda a relevância e urgência conferidas pelo Governo Federal à implementação e ampliação do número de leitos conforme o cronograma estabelecido.

A atividade contou também com a presença da professora Ludhmila Hajjar, coordenadora do projeto, que apresentou as diretrizes e objetivos a serem alcançados no curto, médio e longo prazos. Ela apresentou também o futuro Instituto Tecnológico de Medicina Inteligente (ITMI), que será o hub central de monitoramento da rede de UTIs Inteligentes do Brasil. O ITMI será erguido no Complexo do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HC-FMUSP).

A plataforma tecnológica que vai permitir as UTIs Inteligentes operarem é a Integrare. As funcionalidades foram apresentadas aos participantes do webinar pelos representantes do Núcleo de Tecnologias Estratégicas em Saúde (NUTES) da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB). A Integrare foi construída a partir de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) que, dessa forma, transferiu a tecnologia (e os direitos) ao NUTES. Trata-se, portanto, de uma ferramenta pública já registrada junto à Agência Nacional de Vigilância em Saúde (Anvisa).

O evento alinhou expectativas e esclareceu dúvidas de todos os envolvidos antes que a implementação comece a acontecer, de fato. As visitas oficiais aos hospitais-piloto estão previstas para acontecer a partir desta semana, mais precisamente do dia 25 de junho em diante.

O presidente da AMIB, Cristiano Franke, compartilhou durante a audiência a satisfação da Associação em participar de um projeto feito para qualificar as UTIs públicas brasileiras. “O Programa UTIs Inteligentes vai contribuir para a construção de um banco de dados, que permitirá identificar onde o desempenho é bom e onde é necessário intervir para melhorar, sempre com base em informações e com foco na qualificação da assistência”, explicou.

Em nome da AMIB, ele informou que a Associação estará sempre ao lado de projetos de qualificação das UTIs que buscam o melhor cuidado para o doente grave, assim como ocorre há 10 anos com o programa UTIS Brasileiras, iniciativa desenvolvida pela AMIB em parceria com a Epimed Solutions. “A partir da experiência com o programa UTIs Brasileiras podemos dizer, com toda certeza, o monitoramento é indispensável para mapear com precisão os leitos de UTIs. O monitoramento contínuo permite reunir informações sobre taxas de ocupação, número de leitos, desfechos clínicos e evolução na recuperação de pacientes”, comenta.

UTIs Brasileiras – Desenvolvido dede 2015, o programa é reconhecido como o maior banco de dados epidemiológicos de leitos de UTIs do mundo e tem por objetivo reconhecer as unidades de terapia intensiva que alcançam melhores resultados assistenciais, além de estimular a melhoria contínua da qualidade da terapia intensiva no país.  Todo ano, após análise do monitoramento das UTIs, que aderiram ao programa, a AMIB certifica as unidades que demonstraram excelência em desempenho e qualidade no atendimento a pacientes críticos.

Por exemplo, em 2025, cerca de 800 hospitais, responsáveis por aproximadamente 25 mil leitos de UTI no país, foram monitorados pelo programa UTIs Brasileiras. Desses, 630 atenderam aos critérios técnicos da avaliação e 332 alcançaram os melhores resultados, recebendo certificações de desempenho clínico e eficiência no cuidado a pacientes críticos.

AMIB manifesta solidariedade às vítimas e acompanha impactos do terremoto

25.06.2026

A Associação de Medicina Intensiva Brasileira – AMIB manifesta sua profunda solidariedade ao povo venezuelano, às famílias das vítimas e a todos os profissionais de saúde que atuam na resposta ao terremoto que atingiu o país, provocando centenas de mortes, milhares de feridos e graves danos à infraestrutura, incluindo unidades de saúde.

Em cenários de desastres de grande magnitude, a assistência aos pacientes críticos representa um dos maiores desafios para os sistemas de saúde. A destruição de hospitais, a interrupção de serviços essenciais e o aumento repentino da demanda por leitos de terapia intensiva colocam enorme pressão sobre as equipes assistenciais e comprometem a capacidade de resposta às vítimas mais graves.

A AMIB reconhece o trabalho e a dedicação dos profissionais que permanecem na linha de frente, muitas vezes também afetados diretamente pela tragédia, prestando assistência em condições extremamente adversas.

Neste momento, a entidade coloca-se à disposição das autoridades sanitárias, das sociedades médicas e dos organismos humanitários nacionais e internacionais para colaborar, dentro de suas possibilidades institucionais, com iniciativas voltadas ao fortalecimento da assistência aos pacientes críticos. Essa colaboração poderá incluir apoio técnico-científico, mobilização de profissionais especializados e outras formas de cooperação que venham a ser consideradas necessárias pelas autoridades competentes.

A medicina intensiva tem papel fundamental na preservação de vidas em situações de emergência humanitária. Por isso, a cooperação entre países, instituições e profissionais torna-se indispensável para ampliar a capacidade de resposta diante de tragédias dessa magnitude.

A AMIB acompanha com atenção a evolução da situação e renova sua solidariedade ao povo venezuelano, na esperança de que os esforços conjuntos da comunidade internacional contribuam para aliviar o sofrimento das vítimas e apoiar a reconstrução do sistema de saúde local.

São Paulo, 25 de junho de 2026.

Associação de Medicina Intensiva Brasileira – AMIB