A Associação Brasileira de Medicina Intensiva (AMIB) divulgou um posicionamento institucional em que manifesta preocupação com o avanço da precarização das relações de trabalho nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs).

A entidade alerta para o crescimento da contratação de médicos intensivistas exclusivamente como pessoa jurídica (PJ) e para a atuação de profissionais sem especialização no cuidado de pacientes críticos.

A nota pública da AMIB foi encaminhada para as entidades médicas, gestores e organizações responsáveis por serviços de saúde públicos e privados. O texto também foi remetido a dirigentes de órgãos de fiscalização e controle, como o Ministério Público e Tribunal de Contas da União (TCU), bem como deputados federais e senadores.

Para o presidente Cristiano Franke, esse é o momento de inserir esse tema na agenda de prioridades da saúde pública no Brasil. Na avaliação dele, o cenário atual compromete a qualidade do atendimento e deixa a população em situação de risco.

Segundo a Associação, equipes estáveis e qualificadas são fundamentais para garantir a segurança dos pacientes, a continuidade da assistência e a qualidade dos resultados clínicos.

Para contrapor esse quadro, a AMIB defende modelos de contratação que conciliem sustentabilidade das instituições, segurança jurídica e valorização dos profissionais.

A íntegra do posicionamento está disponível abaixo nesse link.