A Associação Médica Brasileira (AMB) empenhou apoio à agenda institucional em defesa da valorização dos médicos intensivistas conduzida pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB). O tema foi apresentado pelo presidente Cristiano Franke em reunião, na segunda-feira (27), com representantes da AMB, na sede da entidade, em São Paulo (SP). A visita integra uma série de ações conduzidas pela AMIB para fortalecer a especialidade e a assistência ao paciente crítico.
Entre os temas debatidos estavam a qualificação das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), a formação de especialistas e as condições de trabalho dos médicos intensivistas. Na atual gestão, a AMIB intensificou a busca por soluções que reduzam os impactos da precarização das relações de trabalho nas UTIs, entre outros pontos. Para tanto, a Associação tem atuado junto a gestores para sensibilizá-los sobre o tema e procurado suporte junto às entidades médicas.
Reuniões – Desde o início desse processo, já ocorreram reuniões com o Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (CONASEMS), o Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Sul e o Conselho Regional de Medicina do mesmo estado. Cristiano Franke também apresentou a mesma pauta aos membros do Fórum dos Conselhos Federais da Área da Saúde (FCFAS), que reúne representantes de 14 profissões, muitas delas com atuação ativa nas UTIs.
Na reunião com a AMB, a AMIB tratou de desafios importantes para a Medicina Intensiva no país, entre eles a elevada presença de profissionais sem título de especialista atuando nas UTIs e os impactos da sobrecarga de trabalho sobre as equipes. Para o diretor científico da AMB, José Eduardo Dolci, o cenário é preocupante e o apoio ao trabalho da Associação está selado. “Alguns indicadores são alarmantes. Estamos juntos com a AMIB nas propostas e reivindicações da sociedade para que a gente consiga melhorar essa situação”, disse.
Pautas estratégicas – Franke destacou a importância desse alinhamento institucional para avançar em pautas estratégicas da especialidade. “Tivemos uma recepção muito boa aqui na AMB para discutir a qualificação das nossas UTIs e dos profissionais que atuam nessas unidades”, comentou. Segundo ele, a Associação está motivada a buscar meios de valorizar o trabalho dos especialistas, além de agir em direção a avanços estruturantes que trarão mais qualidade ao atendimento ao paciente grave.
Entre os pontos que o presidente da AMIB considera de alto risco neste segmento estão, a sobrecarga de trabalho dos médicos intensivistas e das equipes das UTIs, o que tem resultado em quadros de estresse e burnout na vida desses profissionais. Além de Franke e Dolci, participaram da reunião: Fernando Sabiá Tallo (diretor tesoureiro da AMB), Maria Rita de Souza Mesquita (1ª secretária), Florisval Meinão (secretário-geral), Lacildes Rovella Junior (1⁰ tesoureiro) e Antônio José Gonçalves (presidente da Associação Paulista de Medicina – APM). Pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira também estava Ederlon Rezende, presidente do Conselho Consultivo da entidade.