AMIB amplia formação nacional em doação e transplante de órgãos com capacitação em Manaus (AM)

A Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB) iniciou 2026 dando sequência à capacitação de médicos e profissionais da saúde envolvidos no processo de doação e transplante de órgãos. A iniciativa aconteceu em Manaus (AM), nos dias 23 e 24 de janeiro, e foi conduzida pela Coordenação-Geral do Sistema Nacional de Transplantes do Ministério da Saúde (CGSNT/DAET/SAES) em parceria com a AMIB e Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). O objetivo, ao final da ação, é capacitar 2 mil profissionais.

A capacitação é dividida em três cursos: Gerenciamento no Processo de Doação e Transplante, Determinação de Morte Encefálica e Comunicação em Situações Críticas. O evento em Manaus ocorreu no Quality Hotel e reuniu mais de 100 profissionais da saúde.

A abertura contou com a presença do presidente da AMIB, dr. Cristiano Franke, da coordenadora da Central de Transplantes da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM), dra. Isabela Araújo Seffair, e do dr. Marcos Lins de Albuquerque, que também integra a Central de Transplantes.

Assim como nos cursos anteriores, a AMIB foi responsável pela condução técnica das capacitações, reunindo instrutores de referência nacional, como o dr. Cristiano Franke, a dra. Viviane Cordeiro Veiga, o dr. Alexandre Biasi Cavalcanti e o enfermeiro Edvaldo Leal de Moraes.

Na etapa de Manaus, participaram 58 profissionais no curso de Gerenciamento no Processo de Doação e Transplante, 29 em Comunicação em Situações Críticas e 20 em Determinação de Morte Encefálica. O dr. Cristiano Franke, médico intensivista, atuou como instrutor nos cursos de Comunicação e Gerenciamento.

O programa de capacitação, coordenado pela AMIB, prevê a realização de 30 módulos, que foram iniciados no ano passado e tem o encerramento previsto este ano. Ao longo de 2026, estão programados 23 módulos com 69 cursos, sete foram realizados em 2025. “Essa ação de qualificação em doação e transplantes amplia o acesso à capacitação e reforça o papel da educação permanente no fortalecimento da rede de transplantes”, pontua Cristiano Franke.

O presidente da AMIB destaca ainda que a Coordenação Nacional de Transplantes realizou o levantamento dos locais com maior potencial para passar a integrar a rede de doação e transplantes. A partir desse diagnóstico, a equipe do Ministério da Saúde repassa as unidades selecionadas e as capacitações das equipes são organizadas, com o objetivo de qualificar e ampliar a efetivação do processo de doação de órgãos no país.

Entre os estados selecionados para receber os cursos de qualificação até julho deste ano estão Piauí, Amapá, Alagoas, Roraima, Acre, Bahia, Ceará, Espírito santo, maranhão e Rio Grande do Sul. Para o restante do ano de 2026, prevê-se que todos os estados brasileiros serão contemplados com a realização dos cursos.

2025 – Entre setembro e dezembro, 584 profissionais de saúde participaram das capacitações presenciais. Neste período, a AMIB realizou 21 cursos, organizados em sete módulos, realizados nos estados de Rondônia, Mato Grosso, Tocantins, Distrito Federal, Sergipe, Goiás e Rio Grande do Norte.

Ao todo, 101 profissionais participaram do curso de Determinação de Morte Encefálica, 166 de Comunicação em Situações Críticas e 317 de Gerenciamento no Processo de Doação e Transplante.

VISITA A HOSPITAIS DE REFERÊNCIA – Em Manaus, o presidente da AMIB, dr. Cristiano Franke, visitou o Hospital Delphina Rinadi Abdel Aziz, no Complexo Hospitalar Zona Norte (CHZN), e o HPS Dr. João Lúcio Pereira Machado, no Complexo Hospitalar Leste (CHL).

No Delphina Aziz, o presidente da AMIB conheceu a estrutura da unidade, que é referência em transplante e pôde conferir o padrão de qualidade do atendimento, que levou o hospital a integrar o projeto UTIs Inteligentes do Ministério da Saúde.

No HPS Dr. João Lúcio, referência urgência e cuidados neurocríticos, o dr. Cristiano visitou a UTI, reconhecendo a expertise da equipe de assistência intensiva de alta complexidade da unidade.

AMIB discute cooperação técnica com o Ministério da Saúde para fortalecer qualificação e formação médica

13.01.2026

A Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB) iniciou 2026 dando sequência à sua agenda institucional com uma reunião estratégica no Ministério da Saúde (MS), em Brasília. A agenda na Secretaria de Atenção Especializada à Saúde (SAES) teve como pauta central a discussão para a assinatura de um acordo de cooperação técnica, com foco na qualificação profissional e no aprimoramento da formação médica em todo o território nacional.

O encontro, na sede do Ministério da Saúde, contou com a participação do presidente da AMIB, Cristiano Franke, e do diretor Marcelo Maia, que foram recebidos por dirigentes e assessores da SAES e da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES).

Pela SAES, participou Fernando Augusto Figueira, diretor do Departamento de Atenção Hospitalar, Domiciliar e de Urgência (DAHU), e pela SGTES, esteve presente Rodrigo Cariri, diretor de Programa da secretaria, além de Felipe Augusto Reque, coordenador-geral de Urgência, da SAES. Assessores técnicos de ambos os departamentos também participaram da reunião.

Na avaliação do dr. Cristiano Franke, o encontro reforça o papel da AMIB como interlocutora técnica junto ao Ministério da Saúde e demonstra a disposição da entidade em seguir construindo parcerias para o desenvolvimento de políticas públicas voltadas à qualificação da assistência ao paciente crítico.

O diretor do Departamento de Atenção Hospitalar, Domiciliar e de Urgência (DAHU), do SAES, Fernando Augusto Figueira, observa que, no âmbito do acordo de cooperação técnica em discussão, a contribuição da AMIB se dá principalmente no apoio à identificação de critérios técnicos, assistenciais e formativos que permitam qualificar de forma mais homogênea os serviços e os profissionais de terapia intensiva em todo o país.

“Para o Ministério da Saúde, essa cooperação é estratégica porque fortalece a capacidade do SUS (Sistema Único de Saúde) de induzir qualidade, segurança do cuidado e equidade territorial. A partir desse diálogo com as sociedades científicas, como a AMIB, é possível avançar na construção de novos elementos qualificadores dos serviços, alinhando formação profissional, organização da assistência e, futuramente, mecanismos de reconhecimento e indução, inclusive no campo do financiamento”, comenta Figueira.

Nova gestão da AMIB projeta valorização do intensivista, fortalecimento da especialidade e diálogo com gestores públicos e privados

A nova gestão da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB) inicia 2026 com metas claras e estratégicas voltadas para o fortalecimento da terapia intensiva em todas as regiões do Brasil. Entre as prioridades estão a valorização do médico intensivista, a defesa profissional da especialidade, o fortalecimento da formação médica contínua, através do modelo consolidado de residência e especialização com acesso direto, e incentivo à produção científica.

Em um cenário de expansão dos leitos de UTI, mas ainda marcado por desigualdades regionais, que envolve tanto a disponibilização de leitos quanto a fixação de profissionais, a nova diretoria aposta no uso de dados técnicos, na articulação com gestores públicos e privados e na atuação institucional junto aos poderes públicos como caminhos para enfrentar gargalos históricos do setor.

Ao longo da nova gestão, a AMIB pretende ampliar sua representatividade, fortalecer parcerias estratégicas e consolidar seu papel como referência técnica na organização do cuidado ao paciente grave. A sustentabilidade das UTIs, a melhoria da gestão dos recursos e a preparação do sistema de saúde para futuras emergências sanitárias também integram a agenda de prioridades do novo grupo gestor. Na entrevista a seguir, o presidente da AMIB, o médico intensivista Cristiano Franke, detalha os compromissos que vão nortear a atuação da entidade nos próximos anos. Confira!

Quais são as prioridades da nova gestão para a Medicina Intensiva Brasileira?

Cristiano Franke – Estamos muito motivados a fortalecer a defesa profissional, a formação do intensivista, bem como a educação continuada e a pesquisa em medicina intensiva. Faremos esforços concentrados no reconhecimento e na valorização desse profissional, que faz a diferença no cuidado ao paciente grave.

Sabemos que, muitas vezes, é necessário utilizar diferentes ferramentas para deixar clara essa importância para gestores de saúde, gestores hospitalares e para a sociedade como um todo. No cuidado ao paciente grave, seja na atuação diária, na coordenação da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) ou durante um plantão noturno de fim de semana, com múltiplos pacientes sob sua responsabilidade, o intensivista qualificado faz toda a diferença.

Esse impacto não se restringe apenas ao paciente, mas também se reflete no acolhimento e no cuidado com os familiares, na organização da assistência aos demais pacientes da UTI e do hospital e em todo o sistema de saúde. Teremos um foco importante na ampliação e qualificação da formação do intensivista, por meio do modelo consolidado de residência médica e especialização com acesso direto. É fundamental manter atualizadas as normativas de formação em uma área que passa por mudanças significativas em curtos períodos de tempo.

Além disso, vamos trabalhar intensamente para oferecer informação científica de qualidade em diversos formatos, acessíveis a todos os intensivistas brasileiros, seja por meio de eventos presenciais, congressos, cursos ou atividades online.

Qual a sua avaliação, como atual presidente da AMIB, sobre o atual cenário da terapia intensiva no Brasil, tanto no setor público quanto no privado?

Cristiano Franke – Estamos vivendo um momento de grande expansão dos leitos de UTI no país. O Censo AMIB demonstrou um crescimento de cerca de 50% nos últimos dez anos, e seguimos ampliando esse número. Esse cenário gera uma demanda crescente por profissionais qualificados em todas as regiões do Brasil, ao mesmo tempo em que observamos um aumento proporcional na procura pela especialização em medicina intensiva.

O número de residentes na área cresce ano após ano, fazendo da medicina intensiva uma das especialidades que mais se expandiram recentemente. Da mesma forma, o número de candidatos à prova de título de especialista aumenta a cada edição. Em 2025, superamos a marca expressiva de mil médicos inscritos, com um contingente cada vez maior de novos especialistas ingressando na área.

Quais são os principais gargalos enfrentados pelas UTIs brasileiras?

Cristiano Franke – Entendo que um dos principais gargalos está no financiamento das UTIs, especialmente no setor público, que responde por aproximadamente 50% dos leitos do país e atende cerca de 75% da população brasileira, o que representa aproximadamente 150 milhões de pessoas.

O sistema suplementar concentra os outros 50% dos leitos e atende cerca de 25% da população. Essa distribuição acaba gerando desigualdades importantes no acesso, sobretudo em algumas regiões do país, onde há menor proporção de leitos de UTI e, principalmente, de médicos especialistas. Esses desafios envolvem tanto o financiamento quanto a gestão adequada dos recursos pelas diferentes esferas de governo, refletindo desigualdades regionais e também entre capitais e municípios do interior.

Há projetos em desenvolvimento que poderiam reduzir ou até mesmo sanar esses gargalos?

Cristiano Franke – O primeiro passo é a correta identificação e avaliação desses gargalos. Nesse sentido, a AMIB tem atuado de forma exemplar por meio dos dados do Programa UTIs Brasileiras e do Censo AMIB, que oferecem informações precisas e relevantes para embasar essa discussão. Essas ferramentas nos permitem avançar para os próximos passos, que envolvem articulação institucional e diálogo com gestores públicos e privados, com o objetivo de construir estratégias eficazes para o enfrentamento desses desafios.

Qual deve ser o papel da AMIB no diálogo com gestores públicos e privados?

Cristiano Franke – O papel da AMIB deve ser sempre colaborativo, com o objetivo de unir forças e ações em prol do desenvolvimento e da qualificação da terapia intensiva brasileira. Temos exemplos concretos de parcerias bem-sucedidas com gestores públicos, que resultaram em impactos positivos e duradouros para todo o sistema de saúde.

A AMIB pretende ampliar sua atuação junto ao Ministério da Saúde e ao Congresso Nacional?

Cristiano Franke – A AMIB deve atuar de forma permanente junto ao Ministério da Saúde e ao Parlamento para promover e ampliar o cuidado de excelência ao paciente grave em todo o país. A manutenção e a ampliação dos canais de diálogo construídos em gestões anteriores são fundamentais para alcançar esses objetivos. O fortalecimento de ações nessas esferas, inclusive em articulação com outras entidades representativas da classe médica, é um ponto importante e estratégico na agenda dessa gestão.

A pandemia deixou lições importantes. Hoje, o Brasil está melhor preparado para uma nova emergência sanitária?

Cristiano Franke – Houve uma evolução importante após a pandemia. Atualmente, contamos com mais leitos de UTI em funcionamento, maior disponibilidade de recursos e suprimentos e menor dependência de fornecedores, uma vez que esse número foi ampliado. Ainda assim, há amplo espaço para avançarmos, especialmente no que diz respeito à organização dos gestores do sistema de saúde e das instituições para o planejamento e a gestão da resposta a situações de crise. Outro grande desafio é a disponibilidade de profissionais qualificados nas UTIs, considerando que muitos deixaram ou estão deixando a área em função da estafa e do burnout.

Como valorizar o trabalho realizado pelos médicos intensivistas, que foi crucial inclusive durante a pandemia de Covid-19?

Cristiano Franke – Esse é um tema extremamente relevante. O intensivista tem a habilidade e a capacidade de cuidar integralmente do paciente grave, sempre em conjunto com uma equipe multiprofissional qualificada. É esse profissional que toma decisões em poucos segundos, muitas vezes determinantes para a sobrevivência do paciente. O reconhecimento permanente da importância desse especialista para a qualidade do cuidado na UTI deve ser o caminho, mesmo diante das dificuldades estruturais existentes em algumas regiões do país.

Que mensagem o senhor gostaria de deixar aos intensivistas brasileiros neste início de gestão?

Cristiano Franke – Queremos, primeiramente, escutar os intensivistas e fazer com que eles se sintam pertencentes à nossa sociedade. Uma sociedade que valoriza seu trabalho, apoia seu crescimento profissional e está atenta às dificuldades e aos desafios enfrentados no dia a dia dos plantões. Também estamos comprometidos em oferecer recursos para atualização científica e em fomentar ativamente a produção de conhecimento na área da medicina intensiva.

O que a sociedade brasileira pode esperar da AMIB nos próximos anos?

Cristiano Franke – Para os próximos anos, trabalharemos para construir uma sociedade ainda mais forte, com ampliação do número de associados, representando todas as regiões do país, sempre em parceria com as regionais e valorizando a diversidade. Queremos uma AMIB sustentável, comprometida com a sustentabilidade das UTIs e dos hospitais, e que esteja ao lado dos intensivistas brasileiros em todos os momentos.

AMIB, OPAS e o Sistema Nacional de Transplantes concluem sete módulos presenciais em 2025, totalizando 21 cursos

Entre os meses de setembro e dezembro de 2025, a Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB) promoveu uma importante ação de fortalecimento da rede de transplantes no país, capacitando cerca de 584 profissionais de saúde por meio de cursos presenciais.

A iniciativa foi viabilizada pela parceria da  AMIB com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e a Coordenação-Geral do Sistema Nacional de Transplantes do Ministério da Saúde (CGSNT/DAET/SAES) e marcou a conclusão de 7 módulos – 21 cursos presenciais realizados nos estados de Rondônia, Mato Grosso, Tocantins, Distrito Federal, Sergipe, Goiás e Rio Grande do Norte.

Ao longo desse período, foram capacitados profissionais nos seguintes cursos:

  • Determinação de Morte Encefálica (CDME): 101 profissionais capacitados
  • Comunicação em Situações Críticas (CSC): 166 profissionais capacitados
  • Gerenciamento no Processo de Doação e Transplante (GPDT): 317 profissionais capacitados

A programação foi cuidadosamente estruturada para atender às principais demandas das equipes de saúde envolvidas no processo de doação e transplante de órgãos e tecidos. Os conteúdos abordaram temas essenciais como diagnóstico médico, comunicação em momentos críticos e gestão dos processos de doação e transplante, pilares fundamentais para o bom funcionamento da rede de transplantes no Brasil.

Para a AMIB, investir na formação continuada das equipes é uma ação estratégica e necessária. O aprimoramento técnico e humano dos profissionais impacta diretamente no aumento das notificações, na efetivação de doadores de órgãos e córneas e, consequentemente, na qualidade de vida das pessoas que aguardam por um transplante.

Dando continuidade a esse compromisso, a expectativa para 2026 é a realização de em média mais 23 módulos e 69 cursos, alcançando outros estados brasileiros e expandindo ainda mais o acesso à capacitação qualificada. Essa expansão reforça o papel da educação permanente como eixo central para o fortalecimento do Sistema Nacional de Transplantes e para a consolidação de uma assistência cada vez mais eficiente, integrada e humanizada.

AMIB publica versão digital da Revista da Gestão 2024–2025

A AMIB acaba de disponibilizar a versão digital da Revista da Gestão 2024–2025, publicação que reúne os principais marcos, conquistas e avanços alcançados ao longo do último biênio da Diretoria Executiva.

Inspirada no propósito que norteou a gestão — somar ciência, pessoas, iniciativas e propósitos — a revista registra o fortalecimento da Medicina Intensiva brasileira em múltiplas frentes: crescimento científico e internacional, expansão da formação e qualificação profissional, avanços em qualidade e segurança assistencial, maior presença institucional, impacto social e valorização da identidade multidisciplinar do intensivista.

Mais do que um balanço institucional, a Revista da Gestão é um testemunho do trabalho coletivo e do compromisso contínuo da AMIB com uma Terapia Intensiva mais forte, integrada, equânime e conectada ao Brasil e ao mundo.

Clique aqui para acessar a versão digital da Revista da Gestão 2024–2025.

AMIB celebra posse da nova Diretoria Executiva 2026/2027

Na noite de 5 de dezembro de 2025, a  Pinacoteca de São Paulo recebeu a cerimônia de posse da Diretoria Executiva para a gestão 2026/2027, um evento repleto de emoção, reconhecimento e reafirmação do compromisso da entidade com o fortalecimento da Terapia Intensiva no Brasil.

Sob os olhares atentos de intensivistas de diferentes regiões do país, autoridades do setor de saúde, representantes de outras sociedades médicas, colaboradores e parceiros, a AMIB deu as boas-vindas à nova Diretoria Executiva, formada por:

  • Cristiano Franke, Presidente
  • Kathia Harada, Vice-Presidente
  • Leandro de Carvalho, Diretor Secretário-Geral
  • Viviane Veiga, Diretora Científica
  • Zilfran Teixeira, Diretor Financeiro
  • Patrícia Mello, Diretora Presidente Passada
  • Flavia Machado, Diretora Presidente Futura

A cerimônia também foi marcada por homenagens à gestão 2024/2025, reconhecida pelo importante legado deixado à entidade. Os membros da diretoria que se despede foram celebrados pelos avanços implementados ao longo dos últimos dois anos:

  • Patrícia Mello, Presidente
  • Nilzete Bresolin, Vice-Presidente
  • Ricardo Goulart, Diretor Secretário-Geral
  • Flavio Nacul, Diretor Científico
  • Luana Tannous, Diretora Tesoureira
  • Marcelo Maia, Diretor Presidente Passado
  • Cristiano Franke, Diretor Presidente Futuro

Entre aplausos e reencontros, a AMIB celebrou não apenas o encerramento de um ciclo, mas o início de uma nova etapa repleta de propósito e renovação.


Discursos marcantes celebram trajetória, propósito e união

Em seu discurso de posse, o novo presidente, Dr. Cristiano Franke, emocionou os presentes ao relembrar sua trajetória na Medicina Intensiva e sua longa relação com a AMIB. Mencionou projetos construídos ao lado da comunidade intensivista, desafios compartilhados e a inspiração recebida de colegas de todo o país. Ele agradeceu à gestão anterior pelo legado sólido e reforçou o compromisso de continuar impulsionando o desenvolvimento e a valorização da Terapia Intensiva brasileira.

A presidente da gestão 2024/2025, Dra. Patrícia Mello, também emocionou o público ao relembrar o propósito que guiou seu mandato.

“Há dois anos, assumimos esta missão com um propósito muito claro: SOMAR.
Somar ciência. Somar pessoas. Somar iniciativas. Somar propósitos.
Somar forças em prol de uma Terapia Intensiva mais forte, mais respeitada, mais equânime e mais conectada — internamente, nacionalmente e internacionalmente.
E foi exatamente isso que fizemos. Juntos.”


Conselho Consultivo: a força da experiência que constrói o futuro

Outro momento de destaque da noite foi a homenagem aos membros do Conselho Consultivo da AMIB, composto por todos os ex-presidentes da Sociedade. Representando a memória institucional e contribuindo ativamente para decisões estratégicas, o grupo foi calorosamente aplaudido:

  • Ederlon Alves de Carvalho Rezende
  • Mariza D’Agostino Dias
  • Idunalvo Diniz Filho
  • Marcos Freitas Knibel
  • José Mário Meira Teles
  • Fernando Suparregui Dias
  • Mirella Cristine de Oliveira
  • Ciro Leite Mendes
  • Suzana Margareth Ajeje Lobo
  • Marcelo de Oliveira Maia

A presença de tantos líderes que construíram a história da AMIB reforçou a solidez da instituição e sua capacidade de se reinventar mantendo viva sua essência: a missão de fortalecer a Medicina Intensiva brasileira.


Um novo ciclo que começa com força, união e propósito

A cerimônia na Pinacoteca marcou mais do que uma transição administrativa — simbolizou a continuidade de um projeto coletivo em defesa da excelência no cuidado intensivo. Com a nova diretoria à frente, a AMIB reafirma sua vocação de liderança, inovação e compromisso com a comunidade intensivista, com a ciência e com os pacientes de todo o país.

A gestão 2026/2027 inicia sua jornada carregando a força da história, o reconhecimento do presente e a responsabilidade de construir o futuro da Terapia Intensiva no Brasil.

AMIB e Fundação Dom Cabral celebram 15 anos da parceria que transformou a gestão em saúde

A Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB) realizou nesta sexta-feira (5) uma cerimônia especial para celebrar os 15 anos de parceria com a Fundação Dom Cabral (FDC), uma das escolas de negócios mais respeitadas da América Latina. Desde o primeiro Planejamento Estratégico conjunto, essa aliança tem exercido papel decisivo na profissionalização da gestão, no fortalecimento da governança, no desenvolvimento de lideranças e na elevação da qualidade da medicina intensiva brasileira.

Para a atual presidente da AMIB, Patrícia Mello, a consolidação dessa parceria foi um divisor de águas para a gestão da entidade. “Celebrar 15 anos ao lado da Fundação Dom Cabral significa reconhecer uma das decisões mais importantes da nossa história. Essa parceria foi decisiva para profissionalizar a gestão, expandir nossas iniciativas e preparar a sociedade para desafios crescentes”, destacou.

Desde as primeiras ações, como os cursos de Gestão em Saúde realizados em 2011 e 2012, até os ciclos atualizados de planejamento estratégico e monitorias frequentes, estima-se que cerca de 500 participações de intensivistas e dirigentes tenham ocorrido em atividades conjuntas AMIB–FDC ao longo dessa década e meia.

Segundo Patrícia Mello, a medicina intensiva exige liderança, processos bem definidos e decisões rápidas e embasadas. “Gestão qualificada salva vidas, e essa parceria contribui diretamente para a qualidade das UTIs brasileiras. Além disso, dobramos o número de associados, fortalecemos nossa presença nacional e internacional e estruturamos uma gestão orientada por dados.”

O encontro comemorativo ocorreu na sede da FDC, em São Paulo, e reuniu a Diretoria Ampliada da AMIB. A programação incluiu duas sessões conduzidas pelos professores Luís Fernando Vieira Joaquim e Luna Gutiérres, com foco em Inovação na Gestão e Comunicação em Saúde.

Na abertura, Luís Joaquim, head de Saúde da Deloitte, usou sua experiência em consultoria para grandes players do setor para conectar cenários macroeconômicos, movimentos de mercado e transformações tecnológicas às decisões de carreira, gestão e posicionamento institucional dos intensivistas e da AMIB. A mensagem de encerramento foi um convite à ação estratégica: diante de um setor em rápida transformação, ou se “senta à mesa” para influenciar o jogo, ou se torna “menu” das decisões de outros atores. Para a parceria AMIB/FDC, o encontro reforçou exatamente esse propósito: oferecer espaço estruturado de reflexão e formação executiva para que líderes da medicina intensiva consigam definir “where to play” e “how to win” nos próximos anos, articulando decisões de curto prazo (5 dias, 5 semanas, 5 meses) com uma visão de futuro para 2030–2040.

Surgimento da parceria

Também esteve presente o presidente do Conselho Consultivo da AMIB, Ederlon Rezende, que relembrou como a parceria surgiu de uma necessidade clara.

“A AMIB precisava crescer, mas para isso era fundamental profissionalizar a gestão. Como médicos, percebemos que precisávamos buscar conhecimento e adotar ferramentas modernas para estruturar a associação. A Fundação Dom Cabral teve papel decisivo nessa jornada, tanto na formação de lideranças quanto na implementação de processos que conduziram o crescimento da entidade.”

Ederlon recorda que o primeiro Planejamento Estratégico foi realizado em 2011, em duas etapas, reunindo diretores, presidentes de regionais, comitês científicos e convidados. Desde então, reuniões de acompanhamento passaram a ocorrer de forma mensal e, depois, bimestral, criando um ciclo contínuo de planejamento, avaliação e ajustes.

Excelência – Com o apoio do Programa Parceiros para Excelência da Fundação Dom Cabral (PAEX), a AMIB ampliou suas fontes de receita, estabilizou suas finanças e expandiu seus projetos educacionais, científicos e estratégicos. A parceria permitiu a profissionalização da gestão, a implementação de um modelo estruturado de governança e a revisão de processos internos, com monitoramento contínuo de indicadores de desempenho.

Também fortaleceu a integração entre a AMIB nacional e suas regionais, estimulando iniciativas como o Fórum de Regionais de 2018, além de impulsionar a Educação Continuada, que mantém salas de aula permanentemente ocupadas na sede da Associação.

Ao longo dessa trajetória, a AMIB viu crescer o número de intensivistas formados anualmente, ampliou seus comitês científicos e consolidou sua relevância. As edições do Congresso Brasileiro de Medicina Intensiva (CBMI) também se tornaram mais robustas e abrangentes, evoluções que contribuiram diretamente para a melhoria da qualidade das UTIs brasileiras.

Próximos 15 anos 

Para o futuro presidente da AMIB, Cristiano Franke, a continuidade da parceria é fundamental para enfrentar os desafios da próxima década. “Essa parceria nos dá segurança e direcionamento para tomar decisões difíceis e conduzir a sociedade por caminhos de crescimento. O planejamento estratégico desenvolvido com a FDC orienta nossas prioridades, como expansão do número de sócios, fortalecimento das regionais e melhoria das entregas ao intensivista em todo o país. A Fundação Dom Cabral oferece robustez e qualificação para estarmos preparados diante dos desafios previsíveis e imprevisíveis que a medicina intensiva nos impõe.”

AMIB apoia nota oficial da AMB contra práticas irregulares na certificação de especialistas

A Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB) apoia e reforça a Nota Oficial emitida pela Associação Médica Brasileira (AMB), que alerta para uma grave ameaça ao sistema de certificação de especialistas no país.
Segundo a AMB, uma entidade autodenominada “Ordem Médica Brasileira” tem se apresentado como alternativa para conceder “títulos de especialista” sem respaldo técnico, jurídico ou reconhecimento oficial — o que representa risco à segurança dos pacientes e à credibilidade da medicina brasileira.
A AMIB lembra que a certificação médica no Brasil segue critérios rigorosos, definidos em lei e conduzidos pela CNRM e pela AMB, em parceria com as Sociedades de Especialidade, garantindo que apenas médicos devidamente formados, avaliados e certificados possam se apresentar como especialistas.
A AMIB repudia qualquer prática irregular e se une à AMB na defesa da ética, da formação legítima e da qualidade da assistência médica no Brasil.
Confira a nota oficial completa AQUI. Também disponível no perfil da @amb_oficial aqui no Instagram