A Associação de Medicina Intensiva da Paraíba (AMIB-PB) realizou, no dia 19 de março, Assembleia Geral Extraordinária, nas dependências do Conselho Regional de Medicina da Paraíba, com convocação de associados adimplentes para deliberação de pautas institucionais.
Durante o encontro, foram aprovadas por unanimidade a atualização da denominação da entidade, com a transição de SOPAMI para AMIB-PB, a adoção de nova identidade visual e a aprovação de um novo Estatuto Social. O estatuto estabelece a reestruturação da Diretoria Executiva, com a presidência do Dr. Paulo César Gottardo e a vice-presidência da Dra. Maria do Socorro.
A diretoria passa a ser composta por:
Diretoria Científica (Adulto): Dr. Igor Mendonça do Nascimento
Diretoria Científica (Pediátrica e Neonatal): Dra. Sheila Serpa Leal
Diretoria de Comunicação, Marketing e TI: Dr. Alexandre Maheler
Diretoria de Defesa Profissional: Dr. Caio Quintas
Diretoria Emérita: Dr. Alexandre Negri
Diretoria de Interiorização e Relações Regionais: Dr. Jorismar De Oliveira Costa
Diretoria Secretária: Dr. Thiago Catão
Diretoria de Tesouraria: Dra. Waneska Lucena
Também foram instituídos o Núcleo de Médicos Residentes, coordenado pela especializanda Lívia Lima, e o Núcleo Acadêmico (LIGAMI-PB), coordenado por Alexandre Negri Júnior. Foram criados, ainda, os Departamentos Multiprofissionais, com representantes nas áreas de Nutrição (Ângela Gadelha), Fonoaudiologia (Deyverson da Silva), Fisioterapia (Diego Tavares), Odontologia (Maria Elizabete) e Enfermagem (Ana Caroline Escarião).
Ao final da Assembleia, foi anunciado o I Simpósio de Ultrassonografia do Intensivista, previsto para os dias 22 e 23 de maio, em João Pessoa, com participação de Daniel Lichtenstein e Filipe Gonzalez.
Avaliação da AMIB e da Epimed Solutions aponta crescimento de quase 30% na participação de unidades do SUS entre as melhores do país
As Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) do sistema público brasileiro vêm ampliando sua presença entre os serviços de melhor desempenho do país. Levantamento da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB) e da Epimed Solutions mostra que mais de 330 hospitais foram certificados em 2026, com destaque para o avanço das unidades vinculadas ao Sistema Único de Saúde (SUS).
Ao longo de 2025, cerca de 800 hospitais, responsáveis por aproximadamente 25 mil leitos de UTI no país, foram monitorados pelo programa UTIs Brasileiras. Desses, 630 atenderam aos critérios técnicos da avaliação e 332 alcançaram os melhores resultados, recebendo certificações de desempenho clínico e eficiência no cuidado a pacientes críticos.
O dado que mais chama atenção é o crescimento proporcional de 29,3% na participação de UTIs públicas entre as unidades certificadas, em comparação à edição anterior. Na prática, 75 hospitais públicos passaram a integrar o grupo de unidades reconhecidas, frente a 58 no ciclo anterior.
Certificação de UTIs no Brasil (2025 – 2026)
Tipo de hospital
2026
2025
Variação (n)
Variação (%)
Privado
257
246
+11
+4,5%
Público
75
58
+17
+29,3%
Total
332
304
+28
+9,2%
Classificação por Desempenho (2025 – 2026)
Categoria
2026
2025
Variação (n)
Variação (%)
UTI Top Performer
217
189
+28
+14,8%
UTI Eficiente
115
115
0
0%
Total
332
304
+28
+9,2%
Entre as certificações concedidas, 217 hospitais receberam o selo UTI Top Performer, destinado às unidades com melhor desempenho global, enquanto 115 foram classificados como UTI Eficiente, categoria que reconhece boas práticas assistenciais aliadas ao uso adequado de recursos.
Embora os hospitais privados ainda concentrem a maior parte das unidades com selo máximo, o avanço do setor público indica uma mudança de cenário. “A ampliação da participação de UTIs públicas no sistema de monitoramento e certificação demonstra um movimento crescente de qualificação da assistência intensiva também no SUS”, afirma o presidente da AMIB, Cristiano Franke.
O desempenho das UTIs públicas também evoluiu entre as melhores do país. O número de unidades com selo Top Performer cresceu 44%, passando de 25 para 36 hospitais. Já na rede privada, o aumento foi de 10,4%, com crescimento de 164 para 181 unidades nessa categoria. No total, mais da metade das unidades certificadas atingiu algum nível de distinção. O número de hospitais reconhecidos subiu de 304 para 332 em um ano, crescimento de 9,2%.
Distribuição por Tipo de Hospital (2026)
Categoria
Privado
Público
Total
UTI Top Performer
181
36
217
UTI Eficiente
76
39
115
BOAS PRÁTICAS – Segundo a AMIB, a certificação tem como objetivo reconhecer as unidades que alcançam melhores resultados assistenciais e, principalmente, estimular a melhoria contínua da qualidade da terapia intensiva no país. “O monitoramento sistemático dos indicadores permite identificar oportunidades de melhoria e disseminar boas práticas entre os serviços, contribuindo para aumentar a segurança e a qualidade do cuidado prestado aos pacientes críticos”, afirma Franke.
Os dados divulgados, após amplo monitoramento das UTIs em 2025, também reforçam a importância do Programa UTIs Brasileiras, que completou 10 anos em setembro do ano passado. Criado em 2016, o programa é reconhecido como maior banco de dados epidemiológicos de leitos de UTIs do mundo. O monitoramento contínuo permite reunir informações, por exemplo, sobre taxas de ocupação, número de leitos, desfechos clínicos e evolução na recuperação de pacientes.
A partir desse acervo é possível traçar um panorama preciso da assistência prestada nas UTIs brasileiras, capaz de subsidiar gestores públicos e privados na tomada de decisões sobre investimentos e organização dos serviços. Além disso, os profissionais que atuam nas instituições monitoradas passam a contar com informações qualificadas que favorecem decisões mais rápidas e assertivas no que diz respeito à gestão do cuidado, à alocação de recursos e ao aprimoramento dos processos assistenciais.
CRITÉRIOS – A avaliação das UTIs considera simultaneamente dois aspectos da assistência intensiva: qualidade clínica e eficiência operacional. Para isso, a análise adota como principais indicadores a mortalidade ajustada ao risco dos pacientes atendidos, parâmetro que permite mensurar o desempenho clínico das unidades, e a utilização de recursos assistenciais, com destaque para o tempo de permanência na UTI ajustado à gravidade dos casos.
Além disso, só são avaliadas UTIs que usam o sistema de monitoramento durante todo o ano de análise, com volume mínimo de internações e preenchimento confiável dos dados clínicos. As UTIs ainda são avaliadas de acordo com o perfil dos pacientes que atendem. Por isso, há distinção entre UTIs cardiológicas (com maioria de pacientes com problemas do coração) e UTIs gerais (com pacientes de diferentes perfis clínicos ou cirúrgicos).
A cada edição, é esperado que haja entradas e saídas na lista de hospitais certificados, como resultado de um processo técnico, transparente e orientado por evidências. O mais relevante, no entanto, é o compromisso comum das instituições com a melhoria contínua da medicina intensiva”, afirma Carlos Reis, CEO da Epimed.
Segundo ele, a certificação vai além do reconhecimento. “Trata-se de uma ferramenta de qualificação. Em um ambiente de alta complexidade e recursos limitados, como o das UTIs, medir resultados com precisão permite aprimorar o cuidado, otimizar o uso de recursos e fortalecer a confiança entre equipes, gestores, pacientes e a sociedade.”
A Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB) participará de dois momentos especiais do Critical Care Congress 2026, promovido pela Society of Critical Care Medicine (SCCM), entre os dias 22 e 24 de março, em Chicago, nos Estados Unidos. Considerado um dos principais eventos internacionais da área, o encontro reunirá mais de 5 mil profissionais de saúde de diferentes países para discutir avanços científicos, diretrizes clínicas e inovações tecnológicas na terapia intensiva. A SCCM tem como membros profissionais de cuidados intensivos de mais de 80 países.
A comitiva brasileira foi formada pelo presidente da AMIB, Cristiano Franke; pela diretora e presidente passada Patrícia Mello; pelo diretor secretário-geral Leandro Braz, e pelo presidente do Conselho Consultivo, Ederlon Rezende.
A AMIB esteve presente no Critical Care Congress 2026, promovido pela Society of Critical Care Medicine (SCCM), em Chicago, entre os dias 22 e 24 de março.
A comitiva brasileira participou do Congresso e também de encontros institucionais com lideranças da SCCM, fortalecendo parcerias internacionais e ampliando a cooperação científica.
Na programação, a médica intensivista Patrícia Mello, presidente passada da AMIB, realizou a apresentação “From behind the scenes to center stage: promoting de role of intensivists in Brazil”, na qual apresentou ações para o fortalecimento do intensivista e também a campanha AMIB “Orgulho de ser intensivista”.
Na sessão Novidades e Diferenciais na Campanha de Sobrevivência à Sepse, moderada pelo Dr. Craig Coopersmith, MCCM, e pelo Dr. Daniel Backer, PhD, foram abordados elementos das novas diretrizes de 2026 da Campanha de Sobrevivência à Sepse (Surviving Sepsis Campaign) para o manejo de sepse e choque séptico em adultos.
“Espero que possamos colocar isso em prática amanhã”, comentou Leandro Carvalho, diretor secretário-geral da AMIB.
Outro destaque do Congresso foi a participação do Dr. Cláudio Flauzino, que apresentou o novo guideline pediátrico sobre sepse.
Surviving Sepsis Campaign
A Surviving Sepsis Campaign, que em português pode ser traduzido para Campanha Sobrevivendo à Sepse, também contou com contribuição científica dos médicos intensivistas Flávia Machado, Marcelo Maia, Luciano Azevedo e Régis Rosa. Esse documento foi construído em parceria com sociedades médicas de todo o mundo.
Critical Care Congress
Considerado um dos maiores e mais importantes congressos sobre cuidados críticos do mundo, o Critical Care Congress 2026 contou com mais de 100 sessões, que serão conduzidas por especialistas. Entre os temas, pesquisas clínicas recentes, tecnologias emergentes e melhores práticas assistenciais. A programação inclui ainda atividades práticas, oportunidades de networking e sessões voltadas à educação continuada, o que contribui para o aprimoramento profissional e a troca de experiências entre os participantes.
A Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB) participou, no último dia 18, do 2º Café da Manhã com Parlamentares, promovido pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), em sua sede, em Brasília (DF). O encontro reuniu senadores, deputados federais, sociedades de especialidades e autoridades médicas, com o objetivo de ampliar o diálogo entre as entidades da medicina e o Congresso Nacional.
Representando a AMIB, o médico intensivista e ex-presidente da entidade, Marcelo Maia, participou das discussões e destacou a importância da aproximação institucional para o fortalecimento da saúde no país. O evento foi considerado estratégico para alinhar pautas de interesse da classe médica e contribuir com a construção de políticas públicas mais eficazes.
Durante o encontro, Maia teve a oportunidade de dialogar com importantes lideranças nacionais, entre elas o senador Hiran Gonçalves, o presidente do CFM, Hiran Gallo, o deputado federal Ismael Alexandrino e com a 2ª vice-presidente do Conselho, Rosylane Rocha.
A Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB) realizou, em Macapá (AP), mais uma etapa do programa nacional de capacitação voltado a médicos e profissionais de saúde envolvidos no processo de doação e transplante de órgãos. A iniciativa é conduzida pela Coordenação-Geral do Sistema Nacional de Transplantes do Ministério da Saúde (CGSNT/DAET/SAES), em parceria com a AMIB e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).
A meta é capacitar 2 mil profissionais em todo o país até o fim das ações. Na capital do Amapá, os cursos reuniram 118 participantes, distribuídos entre as formações de Comunicação em Situações Críticas (CSC, 31 participantes; Gerenciamento no Processo de Doação e Transplante (GPDT), 67; e Determinação de Morte Encefálica (DME), 20. As capacitações ocorreram nos dias 27 e 28 de fevereiro. Até o momento foram capacitados 1.005 profissionais, sendo 180 em DME, 280 em CSC e 545 em GPOT.
Atualmente, o Amapá ainda não realiza transplantes, embora faça a notificação de potenciais doadores, assim como Roraima. O estado, no entanto, busca avançar nesse cenário, inclusive por meio de iniciativas como a capacitação realizada no último fim de semana. Quando há oferta de órgãos, um comunicado é emitido ao sistema nacional, responsável por avaliar a logística e a melhor destinação conforme critérios técnicos e de compatibilidade.
O médico intensivista Joel de Andrade, membro do Comitê de Doação e Transplantes da AMIB, que atuou como instrutor nas capacitações ao lado do presidente da associação, Cristiano Franke, destaca o impacto da qualificação profissional para fortalecer o sistema. “De todas as medidas necessárias para que o transplante possa ser feito, a educação é a mais importante, pois é ação de maior impacto”, avalia.
Andrade observa a importância de cada etapa do processo, que vai desde o acolhimento adequado às famílias até a segurança técnica na realização do diagnóstico de morte encefálica, etapa essencial e altamente criteriosa dentro do protocolo.
Os cursos de capacitação, iniciados em 2025, já aconteceram em 11 capitais brasileiras: Porto Velho (RO), Palmas (TO), Cuiabá (MT), Brasília (DF), Goiânia (GO), Aracaju (SE), Natal (RN), Belém (PA), Manaus (AM), Teresina (PI) e, agora, Macapá (AP). Em todas as etapas, segundo a AMIB, os coordenadores locais relataram avaliações positivas.
Resultados imediatos
Consultora técnica da Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico em Saúde (FIOTEC), Cláudia Cristina Rodrigues destaca que as centrais mais ativas têm apresentado retornos positivos quanto à mobilização local dos profissionais.
“Em Macapá, ainda não temos habilitação para transplantes de órgãos, mas há uma articulação para aumentar as notificações de morte encefálica. Já no domingo, um dos médicos informou uma notificação no sistema do SNT”, exemplifica a consultora, que esteve em Macapá e participa da organização e realização do projeto junto ao Ministério da Saúde e à OPAS.
O relato foi confirmado pelo médico Carlos Leão, que descreveu a experiência logo após a capacitação. Segundo ele, poucas horas depois do curso, conduziu um protocolo completo de diagnóstico de morte encefálica no Hospital de Clínicas Dr. Alberto Lima, cumprindo todas as etapas exigidas, incluindo exames clínicos e teste de apneia, com apoio da equipe local.
Embora o paciente não pudesse ser considerado potencial doador, devido à contraindicação, o médico destacou a importância do diagnóstico correto. “Tudo isso para que se cumpra o nosso dever ético e humano no diagnóstico de morte encefálica. A doação é consequência de um diagnóstico correto e seguro”, afirmou.
Formação contribui para a segurança das equipes
Sobre a capacitação, o médico Carlos Leão avalia de forma positiva. “Os cursos foram excelentes do ponto de vista técnico e didático. O curso de Comunicação em Situações Críticas nos ofereceu ferramentas essenciais para o fortalecimento do vínculo profissional–paciente/família, com uma teoria muito bem fundamentada e uma prática consistente, baseada em simulações reais. Compreendemos que uma boa comunicação é parte fundamental do processo de doação e transplante”, ressaltou.
Ainda segundo ele, a formação em Determinação de Morte Encefálica também foi decisiva para a segurança das equipes. “O curso nos prepara para os cenários da emergência e da UTI, deixando-nos aptos a realizar os exames com segurança, por meio de uma base teórica sólida e de uma prática extremamente relevante, conduzida por excelentes profissionais”, completou.
A médica intensivista Ivna Deise da Silva Amanajás, que também participou da formação, ressalta o impacto da capacitação. “Foi uma experiência de grande importância para o estado do Amapá. Gratificante fazer parte desse time e ter contato com professores de excelência”, afirma.
Visitas institucionais – Durante a agenda na capital amapaense, o presidente da AMIB, Cristiano Franke e Joel de Andrade também visitaram o Hospital São Camilo e o Hospital Universitário da Federal do Amapá (Unifap).
A Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB) aderiu nesta quinta-feira (26) à campanha “Juntos pela Zona da Mata”, uma mobilização solidária criada para apoiar as cidades da Zona da Mata mineira fortemente atingidas pelas chuvas dos últimos dias. Entre os municípios mais afetados estão Juiz de Fora, Ubá e Matias Barbosa.
Centenas de famílias estão desabrigadas e enfrentam perdas materiais, demandando apoio emergencial. A AMIB emitiu nota sobre a situação da Zona da Mata. No documento, a Associação se colocou à disposição para colocar com as autoridades locais. Confira aqui a nota.
Sobre a Campanha, a AMIB avalia que toda ajuda é fundamental para garantir condições básicas de assistência e acolhimento às pessoas afetadas. Porém, neste momento, os itens prioritários, de acordo com informações recebidas de entidades locais, como a Sociedade Mineira de Terapia Intensiva (SOMITI), são água potável e material de higiene.
As doações podem ser entregues e/ou enviadas a diversos postos de coleta em Belo Horizonte, Ubá e Juiz de Fora.
Confira os pontos de arrecadação:
Associação Médica de Minas Gerais (AMMG) – Av. João Pinheiro, 161 Centro – BH
Sindicato dos Médicos de Minas Gerais (Sinmed MG) – Av. Contorno, 4999 – Serra -BH
Unimed Ubá – Rua Nossa Senhora da Saúde, 118 – Centro – Ubá e Rua Coronel Júlio Soares, 56 – Centro – Ubá
Sociedade de Medicina e Cirurgia de Juiz de Fora – Rua Braz Bernardino, 59 – Juiz de Fora MG
Sicoob Uni Sudeste – Rua Vinte e Dois de Maio, 57 – Centro – Ubá
Asilo São Vicente de Paulo – Rua Padre Gailhac, 112 -Centro – Ubá
A Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB) divulgou nesta quinta-feira (26) nota de solidariedade às famílias das vítimas e a todos os atingidos pelas fortes chuvas que devastaram os municípios de Juiz de Fora, Ubá e Matias Barbosa, em Minas Gerais.
A Associação também se colocou à disposição dos gestores públicos locais para colaborar com suporte técnico, em especial, ao que tange à organização e a capacidade de resposta da rede hospitalar e das unidades de terapia intensiva.
Na nota, a AMIB, que tem acompanhado a evolução da situação, também orientou os gestores a manterem a estrutura de saúde em pleno funcionamento, para garantir condições adequadas de atendimento, segurança assistencial e apoio às equipes que atuam no local.
Além disso, a Associação reconhece o esforço das equipes de resgate e dos profissionais de saúde que atuam na linha de frente da assistência à população, com destaque para os médicos intensivistas envolvidos no atendimento aos casos de maior gravidade.
E, por fim, reforça a importância da população seguir as orientações da Defesa Civil e das autoridades competentes, evitando áreas interditadas, locais com risco de deslizamento e situações que possam representar perigo.
Crédito da foto: Juiz de Fora (MG), 25/02/2026 – Casas são destruídas após fortes chuvas no bairro Cerâmica, na zona sudeste de Juiz de Fora. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
A Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB) está entre as sociedades de especialidade que ingressaram como amicus curiae na ação judicial movida pela Associação Médica Brasileira (AMB) contra a Ordem Médica Brasileira. A entidade também vem acompanhando de perto as iniciativas do Conselho Federal de Medicina (CFM) nesse caso, que nesta semana ganhou um novo desdobramento com a decisão da Justiça Federal de Santa Catarina, reafirmando o entendimento de que a concessão de títulos de especialista deve observar o sistema oficialmente reconhecido no Brasil.
Desde o início da controvérsia, a AMIB vinha dialogando com outras entidades médicas e avaliando os desdobramentos do caso. A decisão de participar formalmente do processo não surgiu como um gesto isolado, mas como consequência da preocupação com a coerência do modelo de certificação construído ao longo de décadas e em garantir que a titulação continue sendo resultado de critérios técnicos claros, reconhecidos e auditáveis.
Para o presidente da AMIB, Cristiano Franke, na Medicina Intensiva essa discussão ganha contornos ainda mais sensíveis, porque a formação do especialista está diretamente ligada à segurança de pacientes em situação crítica, em ambientes onde cada conduta tem peso real. “O reconhecimento judicial reforça a lógica que estrutura o atual sistema brasileiro, segundo a qual o título de especialista decorre da certificação pelas sociedades médicas vinculadas à AMB. Com esta titulação ou com conclusão de residência credenciada o profissional está habilitado para o Registro de Qualificação de Especialista nos Conselhos Regionais de Medicina”, destacou.
Ao ingressar como amicus curiae, a AMIB passa a oferecer ao Judiciário elementos técnicos próprios da Medicina Intensiva, contribuindo com informações que ajudam a dimensionar o impacto concreto da discussão. É também uma forma de prestar contas aos seus associados, mostrando que a entidade não está à margem de temas que afetam diretamente o exercício profissional e a credibilidade da titulação.
O processo ainda terá desdobramentos, como é natural em disputas dessa natureza. A AMIB seguirá acompanhando cada etapa, em diálogo com as demais instituições médicas, atenta ao que está em jogo para a Medicina Intensiva e para o sistema de certificação como um todo.
A Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB) foi representada por seu presidente, o médico intensivista Cristiano Franke, na cerimônia de posse da nova gestão (2026/2027) da Sociedade de Terapia Intensiva do Maranhão (Sotima) na última quinta-feira (12). O encontro, em São Luiz (MA), reuniu além dos integrantes da diretoria da AMIB MA/Sotima, médicos associados, residentes e membros da comunidade intensivista do estado.
“Foi uma satisfação participar da posse da nova diretoria da AMIB MA/Sotima. Desejo muito sucesso para a nova gestão, que tem como missão dar continuidade ao grande trabalho que já vinha sendo feito. Parabéns a todos”, disse o presidente da AMIB, que também ministrou uma aula antes do jantar comemorativo, intitulada “UTI do Futuro”.
Durante a programação, o presidente atual da AMIB MA/Sotima, Hiago Bastos, apresentou o projeto para próximo biênio. O foco para os próximos dois anos será a defesa profissional e formação do médico intensivista, que contará com a colaboração de programas de residência e com a retomada da pós-graduação da AMIB no estado. “Temos uma expectativa de muito trabalho para expandir nosso planejamento estratégico, visando melhorar a qualificação dos profissionais com o fortalecimento dos PEMIs e REMIs aliados à pós-graduação”, compartilhou com o público presente.
“Com isso, pretendemos aproximar a graduação e residentes da pesquisa e extensão e trabalhar para aumentar o número de associados qualificados com programa de valorização profissional através de implementação da RDC7 e também do plano de carreira do intensivista. Será um trabalho árduo, mas feito por muitas mãos engajadas e motivadas para a valorização do profissional intensivista no Maranhão”, disse Hiago Bastos.
O presidente passado da AMIB MA/Sotima, Filipe Amado, em sua fala, salientou a evolução da especialidade na região e grande parceria institucional com AMIB. “Ter a oportunidade de representar toda a comunidade intensiva do Maranhão foi uma honra. Trabalhamos com a interiorização da regional com eventos em cidades diferentes, reforçamos o número de associados e estimulamos a titulação”, observou.
NOVA GESTÃO DA AMIB MA/Sotima (2026/2027)
Presidente – Hiago Sousa Bastos
Vice-presidente – Alzira De Alencar Lima Lins Araújo
1º Secretário – Anselmo Alves de Souza
2º Secretário – Carlos Antônio Coimbra Sousa
1º Tesoureiro – Lucas Akira Costa Hirai
2ª. Tesoureira – Luciana Sousa Silva
Visita a hospitais da capital maranhense
Além da participação no evento de posse da nova diretoria da Sotima, o presidente da AMIB visitou Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) de três hospitais em São Luiz (MA). Foram visitados o hospital público Dr. Carlos Macieira, que dispõe de 74 leitos, e também o Hospital Maranhense (28 leitos) e UDI (60 leitos), que atende a rede privada. Também participaram das visitas, Hiago Bastos e Felipe Amado.
“As UTIs de alta complexidade visitadas oferecem tratamento de qualidade para os doentes graves, com destaque para a gestão das unidades com indicadores e participação no Programa UTIs Brasileiras, que proporcionam cuidado humanizado, permitindo a presença de familiares de forma constante nessas unidades. Além disso, essas UTIs estão formando novos intensivistas através da residência, com aplicação do número de vagas para a especialidade e com destaque na aprovação da Prova de Título de 2025 dos egressos desses programas”, comentou Cristiano Franke.
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