AMIB realiza Assembleia de Associados Representantes em São Paulo

Publicada em 08/04/2026

No último dia 8 de abril de 2026, a Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB) realizou sua Assembleia de Associados Representantes no Grand Mercure São Paulo Ibirapuera, em São Paulo. O encontro reuniu lideranças e representantes da associação para deliberar sobre temas estratégicos e institucionais.

A abertura ficou a cargo do Diretor Presidente Cristiano Augusto Franke, que deu as boas-vindas aos presentes, seguida da apresentação da agenda pelo Diretor Secretário-Geral, Leandro Braz de Carvalho. Na sequência, foi apreciada e aprovada a ata da Assembleia de Representantes realizada em novembro de 2025.

Programação

Um dos pontos centrais da reunião foi a Prestação de Contas do exercício de 2025, apresentada por Luana Tannous, Diretora Tesoureira da gestão 2024/2025. O Conselho Fiscal emitiu seu parecer sobre as contas, que foram submetidas à votação e aprovadas pelos presentes. Em seguida, Zilfran Teixeira, atual Diretor Tesoureiro e Cláudio Faraco, Gerente Geral, trouxeram informes institucionais relevantes para a associação. 

Na sequência, Cláudio Faraco apresentou as iniciativas de Atendimento ao Associado, incluindo a qualificação por meio de nova plataforma de atendimento. O encontro também foi palco para a apresentação das atividades das comissões temáticas da AMIB: a Comissão de Formação do Intensivista, apresentada por Bruno Besen; a Comissão de Título de Especialista, por Ciro Mendes; a Comissão de Defesa Profissional, por Marcelo Maia; e a Comissão de Pós-Graduação, apresentada por Fernando Dias.

Kathia Harada, vice-presidente da AMIB, apresentou parecer a respeito da Medicina Intensiva Pediátrica, frisando a importância do Comitê Neonatal, criado na atual gestão.

O encerramento foi conduzido pelo Diretor Presidente Cristiano Franke, que dedicou ainda um bloco aos Eventos Científicos 2026 e às parcerias. O presidente da AMIB agradeceu a participação de todos e reforçou o compromisso da associação com o desenvolvimento da medicina intensiva brasileira “É nesse espaço que prestamos contas, debatemos os rumos da associação e garantimos que a especialidade continue avançando com seriedade e transparência. A presença de representantes de todas as regiões do Brasil garante que as decisões da AMIB reflitam a diversidade e as necessidades da medicina intensiva em todo o país”, afirmou.

Nova diretoria da AMIB-BA assume com compromisso de ampliar a representatividade institucional


Publicada em 06/04/2026

A Associação de Medicina Intensiva Brasileira da Bahia (AMIB-BA) empossou sua nova diretoria para o biênio 2026–2027, em cerimônia realizada no último dia 31 de março, na sede da Associação Bahiana de Medicina (ABM), em Salvador. O evento reuniu, além dos membros da nova gestão, lideranças médicas e representantes institucionais.

A AMIB nacional esteve representada no evento pelo médico José Mário Teles, membro do Conselho Consultivo da AMIB, e também por meio de mensagem em vídeo enviada pelo presidente da entidade, Cristiano Franke, na qual parabenizou os colegas médicos pela nova gestão. Também estiveram presentes o vice-presidente da ABM, Nivaldo Figueiras, o presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia, Otávio Marambaia, por meio de mensagem institucional, e Carlos Figueiredo, representando a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia.

Durante a solenidade, a nova diretoria apresentou as principais metas desenvolvidas com o intuito de fortalecer a terapia intensiva no estado, valorizar o associativismo e também a defesa profissional. A apresentação também abordou reflexões sobre o papel das sociedades médicas e multiprofissionais, a articulação institucional e a ampliação da participação dos profissionais na entidade.

O presidente da AMIB-BA para o próximo biênio, João Gabriel Ramos, destacou que a nova gestão terá como principal diretriz a continuidade e o aprimoramento das ações já desenvolvidas pela entidade, com foco especial no associado. Segundo ele, o objetivo é ampliar os avanços conquistados nos últimos anos, fortalecendo a representatividade e a diversidade dentro da instituição.

A composição da nova diretoria reflete esse movimento. Atualmente, cerca de 45% dos integrantes são mulheres, um terço é formado por profissionais do interior do estado e houve uma renovação de 40% em relação às gestões anteriores. Para o presidente, esses números demonstram o compromisso da entidade em ampliar a participação e dar voz a diferentes perfis de associados.

Entre as metas prioritárias da gestão estão a melhoria da experiência do associado, o aumento da satisfação e da retenção, além do crescimento no número de filiados. Nesse sentido, a entidade também pretende ampliar a quantidade de eventos e qualificar ainda mais as atividades oferecidas.

Após entrevista com médicos intensivistas, a gestão 2026–2027 estabeleceu cinco eixos estratégicos: experiência do associado, expansão da sociedade, fortalecimento da autoridade técnica e da defesa profissional, sustentabilidade institucional e ampliação da presença no interior do estado.

Diretoria AMIB-BA (2026–2027)

Presidente: João Gabriel Ramos

Vice-Presidente: Lara de Araújo Torreão

1º Secretário: Lúcio Couto

2º Secretário: Max Morais Pattacini

1º Tesoureiro: Diêgo Venício Santos Argolo

2º Tesoureiro: José Geraldo Castellucci

1º Diretor Científico: Juliana Bittencourt

2º Diretor Científico: Fernanda Sampaio Alves

Diretor de Comunicação: Rubem Ferreira de Oliveira Filho

Diretora de Defesa Profissional: Lívia Leal Monteiro

Diretora Coordenadora das Subregionais: Renata Nunes

Conselho Fiscal:

Sandro Bahia Marchesini

Licurgo Pamplona Neto

José Mário Meira Teles

Jener Guerra de Macedo

Coordenadora do Departamento de Enfermagem: Barbara Moreira

Coordenadora do Departamento de Fisioterapia: Carol Guerreiro

O que muda no tratamento da sepse em crianças: Cláudio Flauzino, pediatra intensivista que integrou painel da SCCM, detalha as novas diretrizes

06/04/2026

O médico pediatra e intensivista Cláudio Flauzino de Oliveira (SP), doutor em Ciências pela Universidade de São Paulo (USP) e integrante do painel internacional da Surviving Sepsis Campaign, participou do Critical Care Congress 2026, em Chicago (EUA). O evento, promovido pela Society of Critical Care Medicine (SCCM), é um dos mais importantes da terapia intensiva no mundo.

Na ocasião, Flauzino, que é membro do Comitê Choque e Monitorização Hemodinâmica, da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB) e do Instituto Latino Americano da Sepse (ILAS), participou de uma sessão dedicada às novas diretrizes internacionais para o manejo da sepse e do choque séptico em crianças. A apresentação do brasileiro abordou especificamente o que há de novo no reconhecimento da sepse, no manejo da infecção e na ressuscitação hemodinâmica, que são pilares fundamentais do cuidado inicial desses pacientes.

Em entrevista à AMIB, o especialista detalha as principais mudanças na prática clínica e analisa os impactos dessas diretrizes para a melhoria do cuidado e da sobrevida de crianças com sepse. Confira!

AMIB – Quais foram suas principais contribuições para a elaboração das diretrizes?

Cláudio Flauzino – Participei, representando AMIB e ILAS, como membro do painel internacional de especialistas contribuindo na análise crítica das evidências científicas e na formulação das recomendações. As principais contribuições envolvem principalmente: Discussão e interpretação de evidências, especialmente em cenários pediátricos; Avaliação da aplicabilidade das recomendações em diferentes contextos, incluindo países de média e baixa renda; Construção de recomendações mais flexíveis e adaptáveis à realidade dos sistemas de saúde.

AMIB – De modo geral, o que mudou?

Cláudio Flauzino -A principal mudança foi conceitual, mas ela se traduz em alterações práticas importantes em vários pontos do cuidado.

De forma mais detalhada, as diretrizes de 2026 trouxeram as seguintes mudanças relevantes, nas áreas de reconhecimento e tratamento da infecção, fluido terapia, terapia vasoativa e monitorização hemodinâmica:

Reconhecimento da sepse: Não houve recomendação para uso rotineiro de ferramentas de triagem sistemática isoladamente. O foco passou a ser menos em checklists e mais em sistemas de cuidado bem estruturados, com protocolos, treinamento e monitoramento de desempenho.

Programas institucionais: Houve um reforço importante, com recomendação forte, para implementação de programas de melhoria de qualidade em sepse, incluindo protocolos assistenciais e auditoria de resultados — reconhecendo que organização do sistema impacta diretamente nos desfechos.

Uso do lactato: Foi mantida e reforçada a recomendação de dosar lactato precocemente, mas com uma visão mais clara de que ele é um marcador de risco e perfusão, e não um critério diagnóstico isolado nem um alvo único de ressuscitação.

Antibioticoterapia: O conceito ficou mais equilibrado.

Continua sendo essencial iniciar antibiótico rapidamente no choque séptico (idealmente em até 1 hora), mas, nos casos sem choque, as diretrizes passam a permitir um curto período de avaliação clínica, evitando uso excessivo e reforçando o papel do stewardship.

Testes diagnósticos: Apesar do avanço dos testes moleculares, não houve recomendação para uso rotineiro, destacando a necessidade de avaliar custo, disponibilidade e impacto real em desfechos.

Fluidoterapia: As recomendações passaram a enfatizar ainda mais o contexto clínico e estrutural. Por exemplo, em locais sem acesso a terapia intensiva, recomenda-se evitar bolus de fluidos em crianças sem hipotensão, o que representa uma mudança importante em relação a abordagens mais padronizadas do passado.

Ressuscitação hemodinâmica: Há uma tendência para priorizar reavaliação contínua à beira do leito, com base em sinais clínicos de perfusão, em vez de metas rígidas.

Monitorização: Foi reforçada a importância da avaliação clínica seriada como base da ressuscitação. Métodos mais avançados continuam sem evidência suficiente para uso rotineiro, mas o uso de ultrassom à beira do leito (POCUS) ganhou espaço como ferramenta complementar.

Vasoativos: As diretrizes reconhecem a falta de evidência para definir momentos rígidos de início ou escolha de droga. Destaca-se a possibilidade de iniciar vasoativos precocemente e, quando necessário, até mesmo por acesso periférico, o que facilita o manejo inicial. De forma geral, as mudanças refletem uma evolução importante, porque saímos de uma abordagem mais padronizada para um modelo mais individualizado, baseado em fisiologia e adaptado à realidade de cada serviço de saúde.

AMIB – Qual a sua avaliação sobre essas mudanças?

Cláudio Flauzino – A avaliação é positiva. Essas diretrizes refletem uma evolução importante no entendimento da sepse pediátrica, reconhecendo as limitações das evidências atuais e incorporando maior flexibilidade na tomada de decisão clínica. Refletem também um amadurecimento das diretrizes e maior grau de certeza em algumas evidências, resultado da realização e publicação de estudos mais recentes.

AMIB- Como essas mudanças vão contribuir para as crianças sobreviverem à sepse?

Cláudio Flauzino – Essas mudanças têm potencial de melhorar o cuidado das crianças com sepse, dependendo – é claro – da difusão do conhecimento e dos treinamentos que deverão ser aplicados, em especial nas localidades que apresentam maior impacto da sepse, em termos de morbi-mortalidade. A expectativa é que a nova versão do guideline favoreça o diagnóstico mais precoce, evite intervenções desnecessárias ou potencialmente prejudiciais, promova decisões mais individualizadas e incentive organização do cuidado por meio de protocolos e programas de qualidade. No conjunto, isso tende a melhorar não apenas a sobrevida, mas também a qualidade do cuidado oferecido às crianças com sepse.

Participação da AMIB em Congresso nos Estados Unidos coloca o Brasil em destaque na cena global

Publicado em 21/03/2026

A articulação de uma agenda internacional que reforça a presença do país nos debates sobre terapia intensiva em nível global marcou a participação da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB) no Critical Care Congress 2026, em Chicago (EUA), entre 22 e 24 de março. Alguns encontros foram decisivos para que bons resultados fossem alcançados.

Reunião com a Society of Critical Care Medicine (SCCM), anfitriã do evento, mostrou alinhamento entre as instituições. Também houve rodada de entendimentos com a Neurocritical Care Society (NCS). Para o presidente da AMIB, Cristiano Franke, essa participação foi assertiva. “Estivemos nos espaços certos, junto a quem define os rumos da terapia intensiva global. Isso demonstra que a AMIB não apenas participa, mas contribui com a agenda da especialidade no mundo”, sublinhou.

Além de Franke, estavam na comitiva da AMIB: Patrícia Mello (presidente passada), Leandro Carvalho (diretor secretário-geral) e Ederlon Rezende (presidente do Conselho Consultivo). Para ele, a atenção dispensada à Associação, num Congresso que reuniu mais de 5 mil profissionais de 80 países, confirma o nível do reconhecimento internacional ao trabalho desenvolvido no Brasil.

Reuniões estratégicas – “Temos ativos relevantes a oferecer à colaboração internacional em medicina intensiva, como uma rede estruturada de pesquisa, uma base robusta de dados assistenciais e uma experiência consolidada em benchmarking e certificação de desempenho. Isso nos coloca em posição ativa nas grandes colaborações internacionais”, destacou Ederlon Rezende.

Pelo que foi acertado nos encontros, o próximo passo será avançar rumo a uma agenda operacional, envolvendo equipes técnicas e científicas na construção de redes colaborativas e de uso estratégico de dados. Cristiano Franke explicou ainda que foi iniciada uma aproximação estruturada com a NCS, com foco em educação continuada, pesquisa e no cuidado ao paciente neurocrítico. “Estamos criando oportunidades concretas de cooperação para qualificar ainda mais a assistência no Brasil”, disse

Diretrizes internacionais – A ciência brasileira, por meio da AMIB, também esteve presente na atualização das diretrizes da Surviving Sepsis Campaign para o manejo de sepse e de choque séptico em adultos. O documento contou com a contribuição dos intensivistas Flávia Machado, Marcelo Maia, Luciano Azevedo e Régis Rosa. Outro destaque foi a apresentação de Cláudio Flauzino, que apresentou o novo guideline pediátrico sobre sepse.

No campo da valorização profissional, Patrícia Mello apresentou a palestra “From Behind the Scenes to Center Stage”, na qual destacou um conjunto de ações voltadas à defesa e valorização do intensivista, que incluiu iniciativas institucionais, políticas e educacionais, além da campanha “Orgulho de Ser Intensivista”.

“Quando falamos em valorização do intensivista, estamos tratando de uma agenda ampla, que passa por diferentes frentes e exige atuação coordenada”, afirmou. Segundo ela, a campanha promovida pela AMIB faz a integração desses pontos numa estratégia para dar maior visibilidade ao especialista, reforçando seu papel no cuidado ao paciente crítico.

Ocupação de espaços de liderança – Outro resultado positivo obtido pelo Brasil veio por meio da nomeação de Leandro Carvalho para a Cordenação do Comitê do FCCS (Fundamental Critical Care Support), ligado à SCCM. Essa decisão amplia a presença nacional em funções de liderança dentro da principal sociedade de terapia intensiva do mundo, colocando a AMIB em destaque.

AMIB passa a ter representante no comitê de cursos da SCCM

A Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB) passa a ter representação no Comitê de Cursos Fundamentais (FCC) da Society of Critical Care Medicine (SCCM). O médico intensivista Leandro Braz de Carvalho assumiu a presidência do grupo responsável pela coordenação internacional dos cursos de Suporte Fundamental em Cuidados Críticos. O anúncio ocorreu durante o Congresso de Cuidados Críticos, realizado de 22 a 24 de março, em Chicago, nos Estados Unidos. 

Para o presidente da AMIB, Cristiano Franke, a presença de um representante brasileiro em um comitê da SCCM reflete a qualidade da participação da medicina intensiva nacional em espaços internacionais da especialidade. “A escolha de um médico intensivista, da AMIB, demonstra protagonismo de nossa sociedade em um dos maiores espaços da área no mundo”, avalia.

Leandro de Carvalho, que é diretor e secretário-geral na AMIB, tem uma trajetória de mais de dez anos na Society of Critical Care Medicine. Em 2015, ele começou como instrutor dos cursos FCCS no Brasil, resultado de uma parceria entre a AMIB e a SCCM. O mandato à frente do comitê da SCCM será de dois anos.

“Ao longo dos anos, tive o privilégio de me envolver de forma mais profunda, participando de novas publicações e atualizações de cursos, contribuindo para diretrizes e colaborando com iniciativas que refletem a força desta organização. Essas experiências foram extremamente significativas, tanto do ponto de vista profissional quanto pessoal, e me conduziram à honra de integrar este comitê”, disse durante o evento de posse da SCCM, em Chicago.

O comitê sob a responsabilidade de Leandro de Carvalho coordena diferentes programas de capacitação, incluindo formações em cuidados intensivos para adultos, pediatria, obstetrícia, cirurgia, gestão de crises e contextos com recursos limitados. Esses cursos são utilizados como base para treinamento de profissionais de saúde em diversos países, com foco na padronização de condutas na área.

Durante a posse, o atual presidente do FCC destacou a importância da continuidade do trabalho já desenvolvido pelo comitê e o papel coletivo dos profissionais envolvidos nas atividades. Em sua fala, também ressaltou a relevância dos cursos na ampliação do acesso à formação em cuidados críticos e a necessidade de atualização constante dos conteúdos.

A atuação no comitê envolve ainda a supervisão de publicações, revisões periódicas de materiais didáticos e articulação com instrutores e coordenadores responsáveis pela implementação dos programas em diferentes contextos.

AMIB-PB realiza Assembleia e define diretoria para o biênio 2026–2027

A Associação de Medicina Intensiva da Paraíba (AMIB-PB) realizou, no dia 19 de março, Assembleia Geral Extraordinária, nas dependências do Conselho Regional de Medicina da Paraíba, com convocação de associados adimplentes para deliberação de pautas institucionais.

Durante o encontro, foram aprovadas por unanimidade a atualização da denominação da entidade, com a transição de SOPAMI para AMIB-PB, a adoção de nova identidade visual e a aprovação de um novo Estatuto Social. O estatuto estabelece a reestruturação da Diretoria Executiva, com a presidência do Dr. Paulo César Gottardo e a vice-presidência da Dra. Maria do Socorro.

A diretoria passa a ser composta por:

Diretoria Científica (Adulto): Dr. Igor Mendonça do Nascimento

Diretoria Científica (Pediátrica e Neonatal): Dra. Sheila Serpa Leal

Diretoria de Comunicação, Marketing e TI: Dr. Alexandre Maheler

Diretoria de Defesa Profissional: Dr. Caio Quintas

Diretoria Emérita: Dr. Alexandre Negri

Diretoria de Interiorização e Relações Regionais: Dr. Jorismar De Oliveira Costa

Diretoria Secretária: Dr. Thiago Catão

Diretoria de Tesouraria: Dra. Waneska Lucena

Também foram instituídos o Núcleo de Médicos Residentes, coordenado pela especializanda Lívia Lima, e o Núcleo Acadêmico (LIGAMI-PB), coordenado por Alexandre Negri Júnior. Foram criados, ainda, os Departamentos Multiprofissionais, com representantes nas áreas de Nutrição (Ângela Gadelha), Fonoaudiologia (Deyverson da Silva), Fisioterapia (Diego Tavares), Odontologia (Maria Elizabete) e Enfermagem (Ana Caroline Escarião).

Ao final da Assembleia, foi anunciado o I Simpósio de Ultrassonografia do Intensivista, previsto para os dias 22 e 23 de maio, em João Pessoa, com participação de Daniel Lichtenstein e Filipe Gonzalez.

Mais de 330 hospitais são premiados por UTIs de excelência; UTIs públicas ampliam presença entre as melhores

Avaliação da AMIB e da Epimed Solutions aponta crescimento de quase 30% na participação de unidades do SUS entre as melhores do país

As Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) do sistema público brasileiro vêm ampliando sua presença entre os serviços de melhor desempenho do país. Levantamento da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB) e da Epimed Solutions mostra que mais de 330 hospitais foram certificados em 2026, com destaque para o avanço das unidades vinculadas ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Ao longo de 2025, cerca de 800 hospitais, responsáveis por aproximadamente 25 mil leitos de UTI no país, foram monitorados pelo programa UTIs Brasileiras. Desses, 630 atenderam aos critérios técnicos da avaliação e 332 alcançaram os melhores resultados, recebendo certificações de desempenho clínico e eficiência no cuidado a pacientes críticos. 

O dado que mais chama atenção é o crescimento proporcional de 29,3% na participação de UTIs públicas entre as unidades certificadas, em comparação à edição anterior. Na prática, 75 hospitais públicos passaram a integrar o grupo de unidades reconhecidas, frente a 58 no ciclo anterior. 

Certificação de UTIs no Brasil (2025 – 2026)

Tipo de hospital20262025Variação (n)Variação (%)
Privado257246+11+4,5%
Público7558+17+29,3%
Total332304+28+9,2%

 

Classificação por Desempenho (2025 – 2026)

Categoria20262025Variação (n)Variação (%)
UTI Top Performer217189+28+14,8%
UTI Eficiente11511500%
Total332304+28+9,2%

 

Entre as certificações concedidas, 217 hospitais receberam o selo UTI Top Performer, destinado às unidades com melhor desempenho global, enquanto 115 foram classificados como UTI Eficiente, categoria que reconhece boas práticas assistenciais aliadas ao uso adequado de recursos. 

Embora os hospitais privados ainda concentrem a maior parte das unidades com selo máximo, o avanço do setor público indica uma mudança de cenário. “A ampliação da participação de UTIs públicas no sistema de monitoramento e certificação demonstra um movimento crescente de qualificação da assistência intensiva também no SUS”, afirma o presidente da AMIB, Cristiano Franke. 

O desempenho das UTIs públicas também evoluiu entre as melhores do país. O número de unidades com selo Top Performer cresceu 44%, passando de 25 para 36 hospitais. Já na rede privada, o aumento foi de 10,4%, com crescimento de 164 para 181 unidades nessa categoria. No total, mais da metade das unidades certificadas atingiu algum nível de distinção. O número de hospitais reconhecidos subiu de 304 para 332 em um ano, crescimento de 9,2%. 

Distribuição por Tipo de Hospital (2026)

CategoriaPrivadoPúblicoTotal
UTI Top Performer18136217
UTI Eficiente7639115

BOAS PRÁTICAS – Segundo a AMIB, a certificação tem como objetivo reconhecer as unidades que alcançam melhores resultados assistenciais e, principalmente, estimular a melhoria contínua da qualidade da terapia intensiva no país. “O monitoramento sistemático dos indicadores permite identificar oportunidades de melhoria e disseminar boas práticas entre os serviços, contribuindo para aumentar a segurança e a qualidade do cuidado prestado aos pacientes críticos”, afirma Franke.

Os dados divulgados, após amplo monitoramento das UTIs em 2025, também reforçam a importância do Programa UTIs Brasileiras, que completou 10 anos em setembro do ano passado. Criado em 2016, o programa é reconhecido como maior banco de dados epidemiológicos de leitos de UTIs do mundo. O monitoramento contínuo permite reunir informações, por exemplo, sobre taxas de ocupação, número de leitos, desfechos clínicos e evolução na recuperação de pacientes.

A partir desse acervo é possível traçar um panorama preciso da assistência prestada nas UTIs brasileiras, capaz de subsidiar gestores públicos e privados na tomada de decisões sobre investimentos e organização dos serviços. Além disso, os profissionais que atuam nas instituições monitoradas passam a contar com informações qualificadas que favorecem decisões mais rápidas e assertivas no que diz respeito à gestão do cuidado, à alocação de recursos e ao aprimoramento dos processos assistenciais.

CRITÉRIOS – A avaliação das UTIs considera simultaneamente dois aspectos da assistência intensiva: qualidade clínica e eficiência operacional. Para isso, a análise adota como principais indicadores a mortalidade ajustada ao risco dos pacientes atendidos, parâmetro que permite mensurar o desempenho clínico das unidades, e a utilização de recursos assistenciais, com destaque para o tempo de permanência na UTI ajustado à gravidade dos casos.

Além disso, só são avaliadas UTIs que usam o sistema de monitoramento durante todo o ano de análise, com volume mínimo de internações e preenchimento confiável dos dados clínicos. As UTIs ainda são avaliadas de acordo com o perfil dos pacientes que atendem. Por isso, há distinção entre UTIs cardiológicas (com maioria de pacientes com problemas do coração) e UTIs gerais (com pacientes de diferentes perfis clínicos ou cirúrgicos).

A cada edição, é esperado que haja entradas e saídas na lista de hospitais certificados, como resultado de um processo técnico, transparente e orientado por evidências. O mais relevante, no entanto, é o compromisso comum das instituições com a melhoria contínua da medicina intensiva”, afirma Carlos Reis, CEO da Epimed.

Segundo ele, a certificação vai além do reconhecimento. “Trata-se de uma ferramenta de qualificação. Em um ambiente de alta complexidade e recursos limitados, como o das UTIs, medir resultados com precisão permite aprimorar o cuidado, otimizar o uso de recursos e fortalecer a confiança entre equipes, gestores, pacientes e a sociedade.”

AMIB apresenta campanha Orgulho de Ser Intensivista e contribui com estudo sobre sepse no congresso da SCCM

A Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB) participará de dois momentos especiais do Critical Care Congress 2026, promovido pela Society of Critical Care Medicine (SCCM), entre os dias 22 e 24 de março, em Chicago, nos Estados Unidos. Considerado um dos principais eventos internacionais da área, o encontro reunirá mais de 5 mil profissionais de saúde de diferentes países para discutir avanços científicos, diretrizes clínicas e inovações tecnológicas na terapia intensiva. A SCCM tem como membros profissionais de cuidados intensivos de mais de 80 países.

A comitiva brasileira foi formada pelo presidente da AMIB, Cristiano Franke; pela diretora e presidente passada Patrícia Mello; pelo diretor secretário-geral Leandro Braz, e pelo presidente do Conselho Consultivo, Ederlon Rezende.

A AMIB esteve presente no Critical Care Congress 2026, promovido pela Society of Critical Care Medicine (SCCM), em Chicago, entre os dias 22 e 24 de março.

A comitiva brasileira participou do Congresso e também de encontros institucionais com lideranças da SCCM, fortalecendo parcerias internacionais e ampliando a cooperação científica.

Na programação, a médica intensivista Patrícia Mello, presidente passada da AMIB, realizou a apresentação “From behind the scenes to center stage: promoting de role of intensivists in Brazil”, na qual apresentou ações para o fortalecimento do intensivista e também a campanha AMIB “Orgulho de ser intensivista”.

Na sessão Novidades e Diferenciais na Campanha de Sobrevivência à Sepse, moderada pelo Dr. Craig Coopersmith, MCCM, e pelo Dr. Daniel Backer, PhD, foram abordados elementos das novas diretrizes de 2026 da Campanha de Sobrevivência à Sepse (Surviving Sepsis Campaign) para o manejo de sepse e choque séptico em adultos.

“Espero que possamos colocar isso em prática amanhã”, comentou Leandro Carvalho, diretor secretário-geral da AMIB.

Outro destaque do Congresso foi a participação do Dr. Cláudio Flauzino, que apresentou o novo guideline pediátrico sobre sepse.


Surviving Sepsis Campaign

A Surviving Sepsis Campaign, que em português pode ser traduzido para Campanha Sobrevivendo à Sepse, também contou com contribuição científica dos médicos intensivistas Flávia Machado, Marcelo Maia, Luciano Azevedo e Régis Rosa. Esse documento foi construído em parceria com sociedades médicas de todo o mundo.


Critical Care Congress

Considerado um dos maiores e mais importantes congressos sobre cuidados críticos do mundo, o Critical Care Congress 2026 contou com mais de 100 sessões, que serão conduzidas por especialistas. Entre os temas, pesquisas clínicas recentes, tecnologias emergentes e melhores práticas assistenciais. A programação inclui ainda atividades práticas, oportunidades de networking e sessões voltadas à educação continuada, o que contribui para o aprimoramento profissional e a troca de experiências entre os participantes.

AMIB marca presença em evento sobre conscientização da disfagia na ALESP

O Departamento de Fonoaudiologia da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB) participou de evento voltado à conscientização da disfagia, realizado na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, na última terça-feira (17). Durante o encontro, especialistas de diversas entidades cientificas discutiram a importância de medidas interdisciplinares e de políticas públicas voltadas à prevenção e ao tratamento da condição, caracterizada pela dificuldade de engolir alimentos, líquidos e até a própria saliva.

Na ocasião, também foi apresentado o Projeto de Lei nº 1366/2025, que institui março como o “Mês de Conscientização da Disfagia no Estado de São Paulo”. A iniciativa tem como objetivo ampliar as ações educativas, preventivas e de diagnóstico precoce dos distúrbios da deglutição, não ficando mais restrita ao Dia Nacional de Atenção à Disfagia, celebrado em 20 de março.

O presidente do Departamento de Fonoaudiologia, da AMIB, José Ribamar do Nascimento Júnior, foi convidado pela Academia Brasileira de Disfagia (ABD) para compor a mesa de debates. Na oportunidade, ele destacou a importância da atuação fonoaudiológica nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e a necessidade de ampliar o acesso a esse cuidado no Brasil.

“Pude apresentar o panorama da disfagia na Unidade de Terapia Intensiva e reforçar a necessidade de políticas públicas mais ativas, principalmente para garantir maior acesso e equidade na oferta do serviço do fonoaudiólogo dentro das UTIs”, afirmou.

Na avaliação do especialista, o evento contribuiu para dar visibilidade a uma condição frequentemente subdiagnosticada. “É um evento muito positivo, pois fortalece a atenção à disfagia, que muitas vezes não é diagnosticada nem tratada adequadamente ao longo da jornada assistencial do paciente. Ainda vemos muita fragmentação do cuidado no país, tanto no sistema público quanto no privado”, completou.

Outro ponto debatido foi o Projeto de Lei 182/2026, que prevê o fornecimento gratuito de espessantes alimentares a pacientes com disfagia. A medida busca ampliar o acesso ao tratamento e reduzir complicações clínicas, especialmente entre populações em situação de vulnerabilidade.

O encontro reuniu representantes de diversas entidades científicas e conselhos profissionais.