O Departamento de Fonoaudiologia da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB) participou de evento voltado à conscientização da disfagia, realizado na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, na última terça-feira (17). Durante o encontro, especialistas de diversas entidades cientificas discutiram a importância de medidas interdisciplinares e de políticas públicas voltadas à prevenção e ao tratamento da condição, caracterizada pela dificuldade de engolir alimentos, líquidos e até a própria saliva.
Na ocasião, também foi apresentado o Projeto de Lei nº 1366/2025, que institui março como o “Mês de Conscientização da Disfagia no Estado de São Paulo”. A iniciativa tem como objetivo ampliar as ações educativas, preventivas e de diagnóstico precoce dos distúrbios da deglutição, não ficando mais restrita ao Dia Nacional de Atenção à Disfagia, celebrado em 20 de março.
O presidente do Departamento de Fonoaudiologia, da AMIB, José Ribamar do Nascimento Júnior, foi convidado pela Academia Brasileira de Disfagia (ABD) para compor a mesa de debates. Na oportunidade, ele destacou a importância da atuação fonoaudiológica nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e a necessidade de ampliar o acesso a esse cuidado no Brasil.
“Pude apresentar o panorama da disfagia na Unidade de Terapia Intensiva e reforçar a necessidade de políticas públicas mais ativas, principalmente para garantir maior acesso e equidade na oferta do serviço do fonoaudiólogo dentro das UTIs”, afirmou.
Na avaliação do especialista, o evento contribuiu para dar visibilidade a uma condição frequentemente subdiagnosticada. “É um evento muito positivo, pois fortalece a atenção à disfagia, que muitas vezes não é diagnosticada nem tratada adequadamente ao longo da jornada assistencial do paciente. Ainda vemos muita fragmentação do cuidado no país, tanto no sistema público quanto no privado”, completou.
Outro ponto debatido foi o Projeto de Lei 182/2026, que prevê o fornecimento gratuito de espessantes alimentares a pacientes com disfagia. A medida busca ampliar o acesso ao tratamento e reduzir complicações clínicas, especialmente entre populações em situação de vulnerabilidade.
O encontro reuniu representantes de diversas entidades científicas e conselhos profissionais.
