A Associação de Medicina Intensiva Brasileira – AMIB, em parceria com a Coordenação-Geral do Sistema Nacional de Transplantes (CGSNT), do Ministério da Saúde, promove o Curso de Doppler Transcraniano (DTC) na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A iniciativa integra o Programa de Capacitação e Atualização da AMIB e tem como objetivo qualificar médicos para a realização e interpretação do exame, especialmente em situações relacionadas à lesão cerebral aguda grave e à determinação de morte encefálica.

Com duração de 16 horas, distribuídas em dois dias, o curso combina conteúdo teórico, discussão de casos clínicos e atividades práticas com voluntários e pacientes críticos. A programação aborda aplicações do DTC em situações como acidente vascular cerebral, traumatismo cranioencefálico, hipertensão intracraniana e determinação de morte encefálica.

A formação é destinada a médicos com especialização ou atuação preferencial em Medicina Intensiva, Cardiologia, Neurologia, Radiologia e Medicina de Emergência. Entre os critérios está a disponibilidade de equipamento de Doppler Transcraniano na instituição ou rede em que o profissional atua, permitindo a aplicação prática dos conhecimentos adquiridos. Experiência prévia com exames ultrassonográficos também é recomendada.

As vagas são limitadas e a seleção dos participantes é realizada a partir de direcionamento do Ministério da Saúde. Por meio das Centrais Estaduais de Transplantes, são indicados os profissionais e as instituições participantes, de acordo com o planejamento estabelecido para cada região. Cabe à AMIB organizar e executar os cursos, com instrutores especializados e atividades teóricas e práticas. Cada turma será composta por 24 médicos.

CRONOGRAMA – As capacitações serão realizadas em Fortaleza (CE), nos dias 11 e 12 de setembro; Goiânia (GO), em 1º e 2 de outubro; e Belém (PA), em 6 e 7 de novembro.

Para o presidente da AMIB, Cristiano Franke, a parceria com o Ministério da Saúde dá continuidade às ações desenvolvidas pela entidade para qualificar profissionais envolvidos no processo de doação e transplantes de órgãos, especialmente em etapas relacionadas à determinação de morte encefálica.

“Essa é mais uma parceria com o Ministério da Saúde voltada à capacitação e à qualificação dos profissionais que atuam no processo de doação e transplantes de órgãos. No ano passado, iniciamos um trabalho nessa área que já capacitou mais de 2 mil profissionais da rede, entre eles 785 médicos. Agora, damos continuidade a essa atuação, ampliando a formação de profissionais para uma etapa que exige conhecimento técnico e critérios rigorosos”, afirma.