A Associação de Medicina Intensiva Brasileira – AMIB atualizou os critérios de certificação do Programa UTIs Brasileiras, iniciativa que há mais de uma década estimula a melhoria da qualidade assistencial nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs). As mudanças, oficializadas por meio da Nota Técnica nº 01/2026, têm como objetivo manter a consistência científica da certificação, alinhando o programa às evidências mais recentes da Medicina Intensiva e às melhores práticas internacionais.

Entre as principais atualizações está a realização de dupla conferência da Titulação em Medicina Intensiva do Responsável Técnico da unidade. A AMIB promove assim maior segurança e credibilidade no processo de certificação. Anova exigência passa a valer para as certificações referentes ao desempenho de 2026, que serão concedidas em 2027. Outra novidade é a atualização dos modelos prognósticos utilizados no ajuste de risco dos indicadores que compõem a avaliação das unidades.

A partir da certificação referente ao desempenho de 2027, com reconhecimento em 2028, o programa passará a adotar dois modelos prognósticos oficiais para ajuste de risco: o SAPS 3 Customizado, versão adaptada para a população brasileira do modelo utilizado para estimar a gravidade dos pacientes internados em UTIs, e o Epimed Prediction Model (EPM). Ambos serão utilizados no cálculo da Taxa de Mortalidade Padronizada (TMP) e da Taxa de Utilização Padronizada de Recursos (TURP), tornando as comparações entre as unidades mais precisas e representativas.

A AMIB destaca que a implementação das mudanças ocorrerá de forma gradual, permitindo que as unidades se adaptem ao novo cronograma sem comprometer a continuidade do processo de avaliação. A entidade ressalta, ainda, que a essência da certificação permanece inalterada.

O programa mantém seu caráter voluntário e não substitui os processos de habilitação, licenciamento ou fiscalização conduzidos por órgãos reguladores, como a Anvisa, o Ministério da Saúde e os Conselhos de Medicina. Trata-se de uma avaliação independente, baseada em critérios científicos e comparativos de desempenho.

As UTIs continuam classificadas em duas categorias, Gerais e Cardiológicas, podendo receber o reconhecimento como UTI Top Performer ou UTI Eficiente, conforme seu desempenho em relação aos indicadores nacionais.

A íntegra da Nota Técnica nº 01/2026 e do White Paper Atualização dos Critérios para Certificação do Programa UTIs Brasileiras está disponível AQUI .