A pandemia evidenciou ainda mais a falta de Médicos Intensivistas e, em 29 de abril de 2021, a Comissão Nacional de Residência Médica aprovou a Matriz de Competência da Medicina Intensiva construída pela AMIB
São Paulo, abril de 2021 – a Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM) junto à AMIB, aprova a Matriz de Competência da Medicina Intensiva para três anos com acesso direto. Confira aqui a íntegra da Matriz de Competência da Medicina Intensiva.
Existe a possibilidade de um concurso extemporâneo com previsão de seleção em julho e início em agosto. As instituições que desejarem aderir, poderão solicitar aumento de vaga, mas não está assegurado financiamento de novas bolsas.
Para a Dra. Eliana Caser, Presidente da Comissão de Formação do Intensivista, “Tivemos a importante participação da Comissão de Formação do Intensivista por meio da elaboração da Matriz de Competência para o ingresso direto de 3 anos de especialização. É fundamental para que possamos alcançar o desempenho desse programa e que tenhamos uma adesão à Matriz de Competências. Outro desafio em relação a formação será a inserção de competências da disciplina de Medicina Intensiva na grade curricular do curso de medicina.” “É importante que esse programa seja avaliado para ajustes e que possa oferecer mais 1 ano opcional ou área de atuação”, conclui a Médica.
“Importante conquista para a especialidade, o acesso direto. Entramos na era dos intensivistas por vocação e não mais uma especialidade de transição. Precisamos agora trabalhar para garantir uma carreira para estes profissionais e isto será mais simples se conseguirmos formar profissionais diferenciados e bem qualificados.” – afirma o Dr. Ederlon Rezende, Ex-presidente AMIB e Membro do Conselho Consultivo da Associação.
Dra. Suzana Lobo, Diretora Presidente da AMIB, pontuou que em 2017, no Fórum sobre a especialidade da AMIB, foi decidido que o acesso direto a formação do intensivista seria uma meta a ser conquistada. “Na época, a AMIB assumiu a responsabilidade de acompanhar a formação dos nossos intensivistas no PEMI (Programa de Especialização em Medicina Intensiva) o que deveria ser posteriormente aplicado nas residências médicas, o que aconteceu agora. Garantir a melhoria contínua de formação, a construção de um quarto ano em ano adicional ou de áreas de atuação que atendam necessidades do país e da população, garantindo uma formação ainda mais completa, além da construção de carreiras para o intensivista, é o caminho que começamos a trilhar hoje. A excelência da formação e uma carreira digna para o intensivista não podem ser o objetivo de uma gestão, mas um bem de todos nós intensivistas, o que deverá ser cuidado e melhorado continuamente!” – Finaliza a Diretora Presidente.