Representantes da AMIB participaram de reunião no Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (CREMESP) para discutir a qualificação das UTIs, a precarização dos vínculos dos profissionais intensivistas, a fiscalização das unidades e o cumprimento das normas técnicas e regulamentações relacionadas à atuação desses profissionais.

Segundo o presidente da AMIB, Dr. Cristiano Franke, o encontro resultou na articulação de ações junto às direções técnicas dos hospitais para verificar a composição das equipes das UTIs. Também foi discutida a organização de um fluxo para encaminhamento de denúncias, com a colaboração da AMIB, e a elaboração de material educativo para ampliar a divulgação das atribuições dos profissionais intensivistas previstas nas normas do CFM.

Para Dr. Marcelo Moock, membro do Comitê de Defesa Profissional da AMIB, o cumprimento da legislação está diretamente relacionado à qualidade da assistência:

“Cumprir a legislação sanitária não deve ser entendido apenas como uma obrigação administrativa ou regulatória. Trata-se de uma medida concreta de segurança do paciente. A adequada composição das equipes, associada à qualificação e à capacitação permanente dos profissionais, permite que a UTI esteja preparada para reconhecer precocemente as situações de deterioração clínica e atuar de forma rápida, coordenada e tecnicamente qualificada.”

Dr. João Manoel Silva Junior, membro do Comitê de Farmacologia Aplicada, Toxicologia e Farmacovigilância da AMIB, destacou também a importância da iniciativa para a valorização profissional:

“Valorizar o intensivista passa, antes de tudo, por garantir o cumprimento das normas já existentes e condições adequadas para o exercício da especialidade. A reunião no CREMESP foi um importante passo nesse caminho, buscando fortalecer a Medicina Intensiva e assegurar uma atuação profissional segura, sempre em benefício do paciente.”

Cristina Prata, Conselheira do CREMESP, ressaltou que os principais desafios estão relacionados à transformação das normas que regulamentam o funcionamento das UTIs em medidas efetivas de qualidade assistencial e segurança para o paciente.

“CREMESP e AMIB compartilham objetivos fundamentais: a valorização e a defesa do exercício médico qualificado e a busca permanente pela melhor assistência ao paciente crítico. Nesse sentido, a atuação conjunta pode contribuir para que as UTIs disponham de profissionais habilitados e adequadamente capacitados, além de estruturas, processos de trabalho e equipes compatíveis com a complexidade da terapia intensiva”, afirmou.

A representante também destacou a importância de uma atuação que vá além do cumprimento formal das normas, com foco na segurança do paciente e na qualificação da assistência:

“A presença de profissionais especializados, a adequada organização das equipes, a definição clara de responsabilidades e a existência de processos assistenciais bem estruturados têm impacto direto sobre a qualidade do cuidado e sobre a redução de riscos e eventos adversos.”

A AMIB seguirá atuando institucionalmente para fortalecer a Medicina Intensiva, defender condições adequadas para o exercício da especialidade e contribuir para uma assistência cada vez mais segura e qualificada nas UTIs.