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Recomendações da AMIB Documento sobre abordagem de H1N1 em UTI
A Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB) anuncia a publicação das "Recomendações para Abordagem Racional dos Pacientes Adultos com Complicações Decorrentes da Nova Gripe H1N1 Admitidos em Unidades de Terapia Intensiva". Esta medida visa estabelecer padrões para o funcionamento das UTIs no tratamento de portadores da Influenza A, objetivando a redução de riscos aos pacientes, aos profissionais e ao meio ambiente. O texto será submetido ao Ministério da Saúde (MS) para que se torne referência oficial nos procedimentos para tratamento da enfermidade em UTIs.
O importante documento é resultado das discussões dos Membros dos Comitês Científicos da AMIB, e foi concluído em reunião realizada em 30 de julho, na sede da associação em São Paulo (SP). Participaram da formulação da Recomendação, Dr. Ederlon Rezende, 1º Secretário da AMIB; Dr. Eliézer Silva, presidente do Comitê de Sepse; Dra. Flávia Ribeiro Machado, diretora da Divisão de Publicações do Fundo AMIB; Dr. João Luís Ferreira Costa, membro do Comitê Científico; Dr. Juan Rosso Verdeal, presidente do Comitê de Infecção; e Dr. Rubens Carmo Costa Filho, presidente do Comitê de Hemostasia, Trombose e Transfusão.
Segundo o Dr. Rubens Filho, esta recomendação é aplicável a todas as UTIs do Brasil, e oferecem aos intensivistas brasileiros uma abordagem prática frente a esta nova gripe, orientando quanto a qualificar suas ações de ponta, tornando-as mais seguras, mais efetivas, eficientes, voltada aos pacientes que desenvolvem risco elevados de morte, em tempo adequado e de forma equânime.
O texto é uma Recomendação da AMIB e deve ser considerado uma referência para a normatização dos procedimentos das UTIs na abordagem de pacientes adultos com complicações decorrentes da Gripe H1N1. Entre os itens, estão recomendações como: estratégias de admissão em Unidades de Terapia Intensiva, triagem e transporte de pacientes, procedimentos para a saída da área de isolamento, fatores de risco para complicações (comorbidade para Influenza), abordagens das disfunções ventilatórias e hemodinâmicas, e intervenções medicamentosas, com antivirais e antimicrobianos.
De acordo com a Dra. Flávia, essas diretrizes vão diminuir um pouco a ansiedade dos intensivistas, pois se percebe que, na Terapia Intensiva, os profissionais não têm uma visão mais orientada do caso, e se espera que isto ajude na assistência aos pacientes.
A AMIB faz parte de um grupo de trabalho para a formulação de uma proposta de enfrentamento à Gripe A H1N1, juntamente com representantes do Ministério da Saúde, membros da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), médicos de outras especialidades, representantes de demais sociedades, como infectologistas, patologistas clínicos, epidemiologistas, gestores de saúde e professores universitários.
Segundo o Dr. Verdeal, que esteve presente nestas reuniões, as recomendações estão dentro de uma perspectiva de enfrentamento global dessa pandemia e havia um especial interesse do MS em discutir, sob o ponto de vista da AMIB, as recomendações de uso para VM, suporte hemodinâmico e oferta hídrica aos pacientes, indicação ou não de uso de corticóides, e o uso da medicação especifica para o H1N1, o oseltamivir. "Este protocolo é extenso e pretende abranger desde o reconhecimento do quadro clínico no atendimento primário até a indicação e tratamento intra-hospitalar, incluindo todos os níveis de medidas de proteção às pessoas que lidam com pacientes suspeitos de portar o vírus da Gripe A. Essas propostas serão apresentadas ao Ministério da Saúde e submetidas à aprovação do Ministro para que se torne uma revisão da recomendação anterior que está disponível na página do MS", conclui o presidente do Comitê de Infecção AMIB.
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